André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Em vídeo, Lula afirma: 'pode ter igual, mas nesse País não tem ninguém melhor do que nós'

Ex-presidente, preso em Curitiba no âmbito da Operação Lava Jato, pediu para os eleitores comparecerem às urnas para votar e 'defender o legado do partido que mais fez política social' no Brasil

Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2018 | 10h29

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba no âmbito da operação Lava Jato, publicou uma breve mensagem em vídeo em sua conta no Twitter, convocando a população para votar neste domingo, 6 de outubro nas eleições 2018.

Na mensagem, Lula afirma ser importante votar "por algumas razões". "Eu nem vou dizer da cassação ao Lula, da perseguição ao Lula, por que eu estou acostumado a isso desde que comecei no movimento sindical", afirma o ex-presidente. "Eu queria falar com você, falar com o seu coração, com a sua alma, para defender o legado do partido que mais fez política social nesse País."


O ex-presidente ainda diz no vídeo que é preciso levantar a cabeça. "Pode ter igual, mas nesse País não tem ninguém melhor do que nós".

Na sexta-feira, 5, o ex-presidente já havia endereçado uma mensagem aos seus eleitores através de um bilhete publicado em seu site oficial, onde ele pede o voto em Fernando Haddad, o candidato do PT.

Agenda

A campanha Haddad decidiu aproveitar a reta final para o primeiro turno das eleições 2018 e marcou, de última hora, uma caminhada em Feira de Santana (BA) para a manhã deste sábado, 6. Na oportunidade, o presidenciável petista estará ao lado do ex-ministro Jaques Wagner (PT) e do governador Rui Costa (PT), favorito para garantir a reeleição no Estado.

O objetivo do evento é tentar frear o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) sobre o eleitorado do ex-presidente Lula no Nordeste.

Na sexta-feira, 5, Haddad afirmou que Bolsonaro se esconde nas redes sociais e que espera que o oponente debata “frente a frente” no segundo turno. Ao lado do governador e candidato a reeleição Fernando Pimentel (MG) e da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), o ex-prefeito de São Paulo foi recebido pela militância aos gritos de “eu acredito” na capital mineira.

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