Helvio Romero/ Estadão
Helvio Romero/ Estadão

Haddad agradece apoio de Barbosa e lamenta que 'outros não tenham coragem' de apoiá-lo

Petista evita falar sobre Ciro Gomes, que voltou ao Brasil e não se pronunciou sobre um apoio à candidatura petista contra Bolsonaro

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2018 | 12h58

Em seu último ato de campanha antes da eleição o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad,  comemorou o apoio recebido do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Sem citar nominalmente Ciro Gomes  (PDT), Haddad lamentou que outros "democratas" não tenham tido a mesma "coragem".

" O apoio do Joaquim Barbosa é muito significativo. Ele tem uma representação muito forte e representa valores dos quais eu compartilho", disse Haddad antes de fazer uma caminhada pela favela de Heliópolis, em São Paulo. 

Barbosa foi o algoz de petistas como José Dirceu e José Genoíno no julgamento do mensalão. No início a campanha pelo segundo turno, Haddad visitou em Brasília o ex ministro, que é filiado ao PSB. O encontro alimentou rumores de que Barbosa poderia ser seu ministro da Justiça. O petista enumerou nomes de outros partidos de quem recebeu apoio como o tucano Alberto Goldmann e Jarbas Vasconcelos (MDB).

"Já convidei todos os democratas a estarem comigo porque sinto que o (Jair) Bolsonaro é um risco institucional. O que o Joaquim Barbosa falou é  o que todo mundo sabe e alguns tem medo de falar. Nem todo mundo tem coragem de admitir o risco que ele realmente representa para o país ", afirmou.

Questionado sobre Ciro, que chegou ontem da Europa mas se manteve calado, Haddad tentou evitar o assunto. "Quero falar de quem fez manifestação até sabado". 

 

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