Em Taubaté, o controle de preços começa

CARLOS EDUARDO ENTINI, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2013 | 02h12

Nas primeiras duas décadas da República Velha, o café representava 50% das exportações brasileiras. Na terceira, beirou os 70% - mas não havia controle de preço nem da quantidade produzida: os Estados tinham autonomia para definir suas diretrizes. Tentou-se buscar, então, uma política de preço único. Daí nasceu em 1906 a Convenção de Taubaté, em que os principais Estados "se entenderam diretamente por seus presidentes sobre a valorização do café".

Pelo acordo, os Estados interviriam no mercado comprando o excedente para equilibrar a oferta e a procura. O dinheiro para isso deveria vir de empréstimos estrangeiros, avalizado pelo governo federal. O Convênio de Taubaté é considerado a primeira intervenção estatal em um setor da economia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.