Em SP, 2 cidades ainda não conhecem prefeitos eleitos

As populações de Barrinha e Bebedouro, na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, ainda não sabem quais serão seus prefeitos a partir de 1º de janeiro, que dependem de decisões judiciais para assumir o cargo. Tanto o prefeito de Barrinha, Said Ibraim Saleh (PMDB), quanto o candidato vencedor em Bebedouro, João Batista Bianchini (PV), o Italiano, tiveram os registros provisoriamente cancelados pela Justiça Eleitoral, em primeira instância. Por enquanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declara vitória de Cristina Marcari (PPS) em Barrinha. Ela ficou na vaga do marido Marcos Aparecido Marcari (PTB), que renunciou na sexta-feira, às vésperas da votação, por problemas envolvendo a Justiça. Saleh, acusado de fazer propaganda antecipada, espera reverter o caso em segunda instância. "Estamos otimistas demais", disse. "Estamos tranqüilos, tanto que nem trocamos a candidatura antes da eleição." Saleh afirmou que teve quase 2 mil votos acima de Cristina.Marcari, por sua vez, preferiu não correr o mesmo risco e renunciou, já que não tinha o resultado do julgamento, pelo TSE, de suas contas como prefeito em 2004. Ele alega que as contas tinham sido aprovadas e depois anuladas pela Câmara de Barrinha. As urnas eletrônicas mostraram sua foto, mas os votos foram para Cristina, que renunciou à candidatura a vereadora. "Ela (Cristina) está eleita e garantida pelo sistema eleitoral", afirmou Marcari, prefeito entre 1997 e 2004."Foi algo bem pensado pelo meu marido, que será meu braço direito, mas sem cargo na prefeitura, e espero fazer um trabalho transparente e correto, principalmente na saúde", disse Cristina. Em razão das leis contra o nepotismo, Marcari comentou que só seria mais um conselheiro da esposa, que seguirá o plano de governo estabelecido na campanha eleitoral. Com os votos destinados a Saleh anulados, o TSE computou 91,25% dos válidos (6.659 votos) a Cristina.BebedouroEm Bebedouro, Bianchini teve mais votos nas urnas, mas também aguarda uma posição da Justiça. Fernando Galvão (DEM) é o dono do cargo pelo TSE, com 10.559 votos (41,99%). No entanto, Bianchini quer reverter o indeferimento de sua candidatura pela Justiça Eleitoral e recuperar seus mais de 17 mil votos, pelas suas contas. Segundo sua assessoria, Bianchini informou que a vontade do povo prevaleceu nas urnas e que agora irá aguardar a decisão de Brasília. Ele também é acusado de ter feito propaganda irregular antecipada, além de não ter pago uma multa de R$ 23 mil dentro do prazo de vencimento.

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