Em Sergipe, Dilma volta a fazer ataque à oposição

Presidente inicia périplo pelo Nordeste

RAFAEL MORAES MOURA, ENVIADO ESPECIAL / ARACAJU, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2013 | 02h09

Incorporada no papel de candidata à reeleição e intensificando a presença no Nordeste, a presidente Dilma Rousseff criticou ontem a oposição em discurso durante inauguração de um parque eólico em Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju (SE). Ao comentar o cenário do setor elétrico, alvo da mais recente briga com os tucanos, Dilma disse que as empresas estatais durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) estavam proibidas de investir porque a "ideia era privatizá-las".

"Ao mesmo tempo, o setor privado não sabia e não tinha garantias de estabilidade para investir", afirmou a presidente, para quem nada funcionava na época, "inclusive o mercado atacadista de energia". "Quando iniciamos o processo (de reforma no setor elétrico), a primeira coisa que fizemos foi deixar todo mundo voltar a investir."

O discurso de Dilma retomou o tom incisivo adotado na semana passada, quando foi anunciada a redução no valor da tarifa da energia elétrica em rede nacional de rádio e televisão. A postura combativa da presidente foi acompanhada pelas demais autoridades presentes à cerimônia - o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), garantiu que o Brasil tem "absoluta segurança energética para o seu crescimento", criticando o "tsunami de desinformação" criado pelos "arautos da desgraça". "Terá duração perpétua (a redução da tarifa), (é uma) decisão que veio e será permanente para o povo brasileiro", disse Lobão.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), por sua vez, afirmou que a palavra "apagão" pertence a "dicionário que foi jogado no lixo". Para ele, a expressão perdeu o significado graças à "responsabilidade política" e "capacidade de gestão" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma.

Roteiro. A viagem de Dilma ao Sergipe faz parte de um roteiro que pretende reafirmar a imagem da presidente no Nordeste - tradicional reduto eleitoral do PT -, diante da crescente influência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Até o início de março, a Dilma deve ir a seis Estados da região.

A presidente voltou a garantir que a conta de luz será reduzida e que não faltará energia para o País crescer. "Aproveito para dizer que este ano vamos bater um recorde. Vai ser o ano em que mais energia vai entrar na nossa matriz. Estou falando que no Brasil inteiro vai entrar 8.500 megawatts." No País todo, disse a presidente, temos 121 mil megawatts de energia. "Para vocês terem uma ideia, eu estive há três dias atrás no Chile e lá não tem nem 10% de energia. Vamos dobrar os 121 mil megawatts em 15 anos.".

Segundo Dilma, o Brasil é um dos países que está conseguindo chegar cada vez mais próximo em ter energia para todos os lares. "Temos todas as condições para chegar a mais afastada comunidade e garantir a ela energia elétrica. O Brasil com mais essa contribuição, tem energia suficiente para assegurar que este ano será um ano de grande crescimento das nossas oportunidades."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.