Em semana decisiva para oficializar partido, Rede faz vigília no TSE

Marina Silva deve ter encontro com a presidente do Tribunal, ministra Cármen Lúcia; prazo para obter registro em tempo de conseguir disputar eleições termina dia 5 de outubro

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2013 | 02h11

BRASÍLIA - Com a possibilidade de ficarem de fora das eleições de 2014, integrantes da Rede devem fazer vigília esta semana no Tribuna Superior Eleitoral (TSE). Uma última rodada de conversa pode ocorrer nesta segunda-feira, 30, entre a idealizadora do partido, Marina Silva, e a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia.

Na semana passada, a ex-senadora fez um périplo pelos gabinetes dos outros seis ministros em busca de apoio. Hoje ainda deve ser encaminhado à relatora do processo no TSE, Laurita Vaz, o número oficial de assinaturas coletadas pela Rede. Integrantes da sigla dizem que têm 440 mil apoiamentos registrados. Mas essa quantidade pode ser diferente da contagem do TSE, para mais ou para menos.

A análise do registro da sigla na corte pode ocorrer na sessão extraordinária de quarta-feira, 2. Outra sessão ordinária está prevista para quinta-feira, 3. O prazo final para filiação e criação de partido, para habilitar-se a disputar o próximo pleito, expira no sábado, dia 5.

O processo da Rede é diferente dos analisados na semana passada, quando a corte aprovou o registro do Solidariedade e do Partido Republicano da Ordem Social (PROS). O partido de Marina argumenta que ao menos 95 mil assinaturas foram rejeitadas pelos cartórios eleitorais sem justificativa. Um entendimento dos ministros de que esse apoio deve ser contabilizado levaria a Rede a extrapolar o mínimo exigido, de 492 mil assinaturas. "Em tese, todo ato tem de ser justificado", disse um ministro do TSE sob anonimato. "Mas um ato nulo também não gera efeitos", despistou.

A pressão de um possível impedimento da Rede de disputar as eleições já leva alguns ministros da corte a dizerem que não estão negando o registro de candidatura de Marina, mas a criação de um partido que não obedece aos critérios exigidos. Mesmo sem partido, a ex-senadora aparece nas pesquisas em segundo lugar na disputa pela Presidência da República.

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