Em Santo André, candidato do PTB ganha com 55,03% dos votos

Vanderlei Siraque, do PT, que também estava na corrida, ficou com 44,97% dos votos, segundo o TSE

Da Redação com Eduardo Reina e Paulo Darcie, de O ,

26 de outubro de 2008 | 20h01

Dr. Aidan, do partido PTB, venceu a disputa pela Prefeitura de Santo André, segundo maior colégio eleitoral do ABC, com 55,03% dos votos. Vanderlei Siraque, do PT, que também estava na corrida, ficou com 44,97% dos votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Brancos e nulos somaram 9,88%. No primeiro turno, o petista teve 48,89% dos votos, contra 21,75% do petebista.   Veja também: Gabriel Manzano, de O Estado de S. Paulo, comenta o debate  Galeria de fotos  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas dos candidatos  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   Às vésperas da eleição a situação estava indefinida. Durante toda a corrida eleitoral, o candidato petista Vanderlei Siraque esteve à frente, e venceu o primeiro turno com 48,9% dos votos. O segundo colocado, o vereador Aidan Ravin (PTB) saltou dos 21,76% do primeiro turno para 51% na última pesquisa Ibope, divulgada sexta-feira, 24, à noite.   Ravin votou por volta das 11h no colégio Joaquim de Carvalho Terra, na Vila Marina, acompanhado de seus pais e sua esposa. Ele creditou seu avanço nas pesquisas à agressividade do adversário na reta final. "O pessoal dele (Siraque) me ajudou muito. Foram tantas mentiras que só conseguiu convencer a militância dele. O eleitor não acreditou".   Já Siraque procurou minimizar o resultado da pesquisa Ibope, dizendo que outras cinco pesquisas o apontam como favorito. Em entrevista coletiva após votar, às 12h30 no colégio Adamastor de Carvalho, acompanhado pelo prefeito João Avamileno (PT) e o candidato a vice Cícero Martinha (PDT), na Vila Metalúrgica, afirmou que "toda eleição é difícil", e que nunca comemorou antes do final. Ele ainda aproveitou para desferir o último ataque ao rival. "Durante a campanha toda não vi uma só proposta do a adversário. Criticam as nossas, mas não têm idéias melhores."   O PT tinha grandes chances de emplacar a quarta vitória consecutiva na corrida pela prefeitura. Siraque disse que, uma vez no comando do Executivo, continuaria o trabalho começado pelo então prefeito Celso Daniel, assassinado em 2001, e seguido pelo seu sucessor, João Avamileno.   Novidades   Várias novidades marcaram a eleição deste ano. Siraque pela primeira vez na história conseguiu o apoio de mais nove partidos e liderou com folga todas as pesquisas de intenção de voto. Para isso os petistas também tiveram pela primeira vez um vice de outro partido: Cícero Firmino, o Martinha, do PDT, presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.   Desde 1982, quando disputou e perdeu a primeira eleição com Celso Daniel (prefeito assassinado em 2002), o PT sempre apresentou chapa pura. Agora, o vice de Siraque representou mais que a aliança com o PDT. Tratou-se, na prática, da união entre CUT e Força Sindical, corrente à qual Martinha é filiado e da qual é um dos líderes.   Câmara Municipal   As 21 cadeiras da Câmara Municipal foram disputadas por 432 candidatos, entre os quais destacou-se o ex-deputado federal e ex-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho. Acusado de envolvimento no escândalo do mensalão, ele foi absolvido em plenário, mas condenado nas urnas em 2006, quando não conseguiu se reeleger. A candidatura foi uma tentativa de reiniciar a vida política. Ele teve uma das campanhas mais movimentadas da cidade.   Panorama   O cientista político Nilton César Tristão, sócio-proprietário do Instituto Opinião, afirma que fatores como as gestões atuais e anteriores da legenda na região e a presença de Lula na campanha local cooperam com esse panorama favorável ao PT no ABC.   Para Tristão, a liderança da sigla em Santo André é mantida desde o último mandato do prefeito Celso Daniel, vítima de um seqüestro em 18 de janeiro de 2002. Após dois dias, o cadáver de Daniel foi achado numa estrada em Juquitiba (a 78 quilômetros da capital paulista), com sete perfurações de bala.   Vitrine da agremiação na época em que era prefeito, ele tinha boa avaliação e parece ter deixado para o atual prefeito, João Avamileno (PT), e Siraque parte da "densidade eleitoral" da qual era dono.

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