Em Santa Catarina, Aécio pede ajuda aos eleitores na reta final

Tucano, terceiro colocado nas pesquisas, avisa população de Blumenau que voltará a cidade como presidente da República

Erich Decat - enviado especial a Blumenau, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 20h38

Tocando a comitiva de aliados que o cercava, o candidato à Presidência do PSDB, Aécio Neves, não escondeu a pressa ao cumprir agenda em Blumenau (SC) na tarde desta quinta-feira. A visita durou cerca de meia hora e foi realizada após o tucano passar parte do dia em Porto Alegre (RS), Santa Maria (RS) e Caxias do Sul (RS). O giro pelo Sul deve ser encerrado na noite desta quarta-feira em Pinhais (PR) e tem como objetivo tentar conquistar votos onde ele ainda parece competitivo.

Na praça Dr. Blumenau, Aécio fez uma mea culpa para algumas dezenas de militantes presentes no ato organizado por integrantes da prefeitura local. "Em primeiro lugar eu já começo me desculpando. Eu vou ter que sair em seguida, na verdade a caminhada é longa. Mas vocês sabem porque tenho que ir correndo, porque eu vou ganhar essa eleição para voltar a Blumenau como presidente da República", afirmou o tucano de cima de um palanque improvisado na praça, de onde se podia ver menos de 10 bandeiras com o nome do candidato.

Ao lado de Aécio, que discursou por cerca de cinco minutos, estava o candidato ao Senado Paulo Bornhausen (PSB), que na véspera subiu no palanque da candidata presidencial Marina Silva (PSB), em ato de campanha realizado em Florianópolis. Bornhausen minimizou uma possível confusão que a dupla jornada poderia causar aos eleitores locais. "Não tem nada demais. Não fiz pedido de voto. Eu aqui tenho apoio do Aécio. É uma coisa tranquila porque em Santa Cataria foi feita uma das primeiras coligações entre o PSDB e o PSB, com a concordância de Aécio e de Eduardo Campos na época", disse o socialista ao Broadcast Político.

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de votos, Aécio pediu para os militantes presentes na praça partirem para o corpo a corpo nessa reta final da campanha. "Está nas nossas mãos, depende apenas de nós, nesses últimos poucos dias, convencer um amigo que não tomou decisão, virar um voto impensado. O que está em jogo é o Brasil", afirmou para em seguida focar críticas na presidente Dilma Rousseff (PT) e em Marina Silva (PSB), adversárias que estão na frente nas pesquisas. "O necessário é vencer o governo do PT e quem tem as condições de vencer o PT e colocar no lugar um governo eficiente, que funciona, que faça os empregos voltarem, que faça o Brasil crescer, somos nós e mais ninguém, portanto."

Petrobrás. Antes da passagem pela praça, ao descer de helicóptero num clube da cidade, o tucano criticou o superfaturamento apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas obras da refinaria Abreu e Lima. "Estamos vendo que essa teia se estende em várias outras obras." Ele disse ter ido à tribuna do Senado várias vezes denunciar que não era possível a refinaria ter sido orçada em R$ 4 bilhões, chegar a R$ 5 bilhões e não ser concluída. "Estamos vendo agora o que aconteceu: superfaturamento. E quem diz não é o presidente do maior partido de oposição ou candidato à Presidência, mas o TCU", ressaltou. Auditoria feita pelo tribunal afirma ter encontrado "fortes indícios de desequilíbrio econômico e financeiro em desfavor da Petrobrás" e "indícios de pagamentos indevidos" às construtoras. Os desvios podem chegar a R$ 368 milhões.

Sem informar sobre quais valores se referia, Aécio também disse que fez cálculos sobre as denúncias que envolvem o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal. "Resolvi fazer alguns cálculos, o que ele (Costa) disse que foi desviado para a base aliada permitiria que 450 mil crianças estivessem em creches, permitiria que 50 mil habitações poderiam ser construídas", disse.

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