Em Salvador, candidatos atacam aumento de salário

Os dois candidatos que disputam o 2.º turno para a prefeitura de Salvador condenaram o aumento de salários concedido pela Câmara Municipal ao novo prefeito e aos novos 43 vereadores que tomam posse em janeiro. "Vou rediscutir o assunto e propor que o salário do prefeito seja adequado à realidade econômica da prefeitura", disse ACM Neto, do DEM. "Acho que o momento foi inoportuno", disse Nelson Pelegrino, do PT.

JOÃO DOMINGOS, ENVIADO ESPECIAL / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2012 | 03h10

O aumento do salário do prefeito e dos vereadores foi concedido na quarta-feira pela Câmara, às vésperas do 2.º turno da disputa pela prefeitura de Salvador. O vencedor da eleição, seja ele ACM Neto ou Pelegrino, receberá R$ 18.038,10 já a partir de janeiro, em vez dos atuais R$ 10.400 - um reajuste de 73,44%. Os vereadores terão os salários reajustados de R$ 10.400 para R$ 15.031,75 (44,52%).

O projeto com a proposta de aumento salarial para prefeito e vereadores foi aprovado por unanimidade em regime de urgência, com os votos de parlamentares do DEM e do PT, cujos candidatos condenaram o reajuste. Também foram contemplados com o aumento o vice-prefeito e os secretários municipais, que terão os mesmos vencimentos dos vereadores.

Para votar o aumento, os vereadores argumentaram que os salários deles, em cidades com mais de 500 mil habitantes, devem ser de 75% dos vencimentos dos deputados estaduais, que na Bahia recebem R$ 20.042,34.

A Câmara Municipal de Salvador terá 43 vereadores a partir do ano que vem, 2 a mais do que atual legislatura.

Missa. ACM Neto e Pelegrino evitaram se encontrar na tradicional missa da Igreja do Bonfim, cuja presença é considerada obrigatória para os políticos baianos na primeira e na última sexta-feira de cada mês. ACM Neto assistiu à celebração das 9 horas e Pelegrino, à das 10 horas.

Enquanto ACM Neto participava da celebração, Pelegrino ficou do lado de fora, no meio de simpatizantes, que vaiavam os adversários. Estes retribuíam os insultos, chamando Pelegrino de "mensaleiro" e "Pinóquio".

Apesar do clima hostil e das referências pouco elogiosas, não houve confronto. O clima foi assim durante toda a campanha. Sempre que os dois lados se encontraram - e isso ocorreu com frequência - houve provocações, sem resultar em brigas.

Ao fim da missa, cada um dos candidatos foi para as ruas aproveitar o último dia de campanha. ACM Neto fez mais uma carreata pelo centro. Pelegrino foi ao populoso bairro de Cajazeiras.

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