Bruno Reis/Twitter
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Em Salvador, Bruno Reis confirma favoritismo e vence no primeiro turno

Apoiado por ACM Neto alcança 64,19% dos votos com 98,98% da urnas apuradas

Regina Bochicchio, Especial para o Estadão

15 de novembro de 2020 | 22h07
Atualizado 15 de novembro de 2020 | 23h28

SALVADOR – O candidato Bruno Reis (DEM) confirmou o seu favoritismo e caminhava para uma vitória em primeiro turno em Salvador na noite deste domingo, 15. O democrata, apoiado pelo prefeito ACM Neto (DEM), tinha 771.616 votos ou 64,19% dos votos válidos com 98,98% das urnas apuradas– pouco abaixo da projeção da última pesquisa Ibope de sábado na qual pontuou 66%. Ele foi seguido por Major Denice Santiago (PT), candidata do governador Rui Costa (PT), que tinha 226.611 votos, ou 18,88%. Os porcentuais ainda podem sofrer alterações, em função do restante das seções a serem contabilizadas, mas não há possibilidade de modificação do resultado de vitória para o democrata.

Bruno Reis liderou em todas as 19 zonas eleitorais da capital baiana. A vitória dele também favorece os planos do prefeito de ACM Neto em disputar o governo do estado em 2022. A chapa de Bruno, com uma vice do PDT, Ana Paula Matos, acabou sendo, também uma aproximação com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), deixando a porta aberta para possíveis arranjos para as próximas eleições gerais. 

Bruno foi eleito vice-prefeito em 2016 e ocupou as secretarias municipais de Promoção Social e Combate à Pobreza, e de Obras Públicas. Seu padrinho político é ACM Neto o qual acompanha há mais de 20 anos. Ele já foi deputado estadual por dois mandatos. Durante a campanha, seguiu trajetória ascendente nas pesquisas eleitorais. Ele tem 43 anos, é casado com Rebeca Reis e tem 2 filhos.

Estratégia fracassada

A segunda colocada na disputa até agora, a petista Major Denice Santiago, foi alçada da Policia Militar da Bahia (PMBA), onde coordenava a ronda Maria da Penha, diretamente para a disputa eleitoral. Ela filiou-se ao PT este ano com essa intenção. A escolha pessoal do governador desbancou petistas históricos do PT baiano que pleiteavam a cabeça-de-chapa.

A estratégia de Rui Costa foi a de pulverizar sua base de apoio em quatro candidaturas a fim de provocar um segundo turno, tendo como protagonista a Major. Mas os planos acabaram fracassando: apesar de Denice ter crescido ao longo da campanha ela desidratou os adversários aliados, não Bruno. O PT nunca administrou a capital baiana embora governe o estado desde 2007. O último petista a chegar perto do Palácio Thomé de Souza foi Nelson Pellegrino, em 2012, quando perdeu no segundo turno para ACM Neto.

Os outros candidatos na disputa em Salvador não alcançaram dois dígitos porcentuais. Até a noite de ontem, o quadro parcial mostrava Cezar Leite (PRTB) em terceiro lugar com 5,09% dos votos válidos, seguido Pastor Sargento Isidório (Avante), com 5,08%, Olívia Santana (PCdoB) que soma 4,79% e Bacelar (Pode) com 0,91%. Já Hilton Coelho (PSOL) aparece com 1,50%, Celsinho Cotrim (PROS), 0,14% e Rodrigo Pereira (PCO), 0,04%.

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