Em sabatina, Dilma destaca parceria com o agronegócio

Presidente fala a representantes do setor e promete profissionalizar segmento

Agência Estado

06 de agosto de 2014 | 13h21

Brasília - Em sabatina na Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) com os candidatos ao Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff destacou nesta quarta-feira, 6, a convergência nos últimos anos de seu governo com a entidade "em vários momentos" e falou do crescimento sustentável praticado no setor. "O crescimento sustentável do agronegócio decorre de combinação de várias coisas e da capacidade de competência de quem se dedica ao agronegócio e que fazem do Brasil potência em agronegócio", declarou no início de seu discurso

Acompanhada dos ministros Neri Geller (Agricultura), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Garibaldi Alves (Previdência) e Vinícius Lages (Turismo), Dilma lembrou que a produção estimada para a safra 2014-2015 é de 200 milhões de toneladas de grãos em 58 milhões de hectares e destacou que o salto de produtividade é fruto da parceria do governo federal com os produtores.

Ela lembrou que o Plano Safra era de R$ 20,5 bilhões em 2003 para toda produção e os juros variavam de 8,5% a 11,5%. A presidente ressaltou que a atual safra trouxe um plano mais completo de R$ 156 bilhões e que há uma preocupação em ampliar a classe média rural, com apoio ao médio e pequeno produtor. Segundo Dilma, seu governo deu prioridade ao investimento e houve aumento do volume de crédito para o setor.

Antes da presidente, participaram da sabatina os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Ambos prometeram garantir mais eficiência ao Ministério da Agricultura.

Mercado. Para a presidente, é fundamental haver uma estrutura avançada de defesa agropecuária. Ela admitiu que o setor está aquém da necessidade do País e se comprometeu em melhorar a defesa agropecuária. Dilma também destacou as relações internacionais e disse que o Mercosul está em condições de fazer proposta comercial à União Europeia.

A presidente pediu uma "postura aguerrida" do setor não só nos mercados existentes como nos novos mercados abertos. "Nós precisamos cada vez mais cooptar e captar tanto na Ásia como no Oriente Médio", declarou. Em seu discurso, Dilma enfatizou que em seu governo houve "interlocução qualificada" com os órgãos do setor, como a própria CNA.

Ela prometeu criar um processo de meritocracia e profissionalismo na recém-criada Anater - Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural - e desenvolver a cabotagem e as hidrovias. "Estamos realizando estudos de viabilidade para os principais corredores hidroviários", afirmou. Nas considerações finais, Dilma disse que a classe média rural é o ponto de apoio para um país mais próspero. / Bernardo Caram, Daiene Cardoso, Erich Decat, Nivaldo Souza e Ricardo Della Coletta

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