Em Ribeirão Preto, candidatos lutam contra votos inválidos

Em Ribeirão Preto, candidatos lutam contra votos inválidos

O deputado federal Duarte Nogueira (PSDB) e o vereador Ricardo Silva (PDT) fizeram apelo para que a população do município, onde a soma dos eleitores que se abstiveram com a de votos em branco e nulos foi de 42% do total, vote no dia 30

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2016 | 05h00

RIBEIRÃO PRETO - Na abertura dos programas de rádio e TV do segundo turno, os dois candidatos a prefeito de Ribeirão Preto (SP) – o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB) e o vereador Ricardo Silva (PDT) – fizeram um apelo para que a população vote no dia 30.

Na soma dos que se abstiveram com a de votos em branco e nulos em 2 de outubro, 183.384 dos 435.381 eleitores do município, ou 42% do total, não escolheram qualquer um dos nove concorrentes.

O candidato tucano, que obteve 39,86% dos votos válidos no primeiro turno, chamou a população a comparecer na próxima votação. “Eu faço um apelo, não desista da nossa cidade”, afirmou. No programa de TV, Nogueira ainda mostrou uma declaração do governador Geraldo Alckmin (PSDB), dizendo que o tucano é o candidato mais preparado para governar o município.

O candidato do PDT alegou que as acusações feitas contra ele pelos adversários no primeiro turno contribuíram para o índice “altíssimo” de votos em branco, nulos e abstenções. “As pessoas viram a lama toda tentando envolver o meu nome e muitas vezes não foram votar”, afirmou Silva, que obteve 27,86% dos votos válidos.

O pedetista se referia ao esquema alvo da Operação Sevandija, considerado o maior caso de corrupção da história da cidade, que apura o desvio de R$ 203 milhões, desde 2012, dos cofres do município em fraudes de licitações, contratações irregulares de funcionários e pagamento de propinas para políticos votarem com o governo municipal na Câmara. Nove dos 21 vereadores de Ribeirão Preto, dois secretários municipais e representantes de autarquias e empresas de economia mista da cidade são investigados na operação. A prefeita Dárcy Vera (PSD) também é investigada. A defesa da prefeita nega envolvimento dela com o esquema.

“Adversários pegam fotos antigas e ficam tentando dar a entender que eu seria ligado a Dárcy Vera. Já rompi com o governo (...) Fui líder da oposição e por várias vezes levei Dárcy Vera aos tribunais”, disse o candidato do PDT. 

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