Em política, nada é o mais constante

Pesquisas eleitorais a quase um ano da eleição servem para que se conheça os humores da população e para que se possa avaliar a popularidade do Executivo; as virtudes e ou vicissitudes da oposição. São úteis para acender o fogo do mercado de apostas de eventuais financiadores de campanha. Mas de modo algum podem servir como instrumento de predição dos resultados eleitorais. Neste momento, o que os números do Ibope dizem é o óbvio: a presidente Dilma é a favorita para o pleito do ano que vem. É, afinal, a mais conhecida; tem máquina, tribuna, visibilidade. Está, nesse sentido, muito adiantada em relação a seus adversários. E, com tudo o mais constante, deve ganhar a eleição. Mas, o diabo é que em política nada é o mais constante. Ao contrário, a inconstância e a volatilidade fazem parte do processo. Dilma mesmo é exemplo disso: em 2009, um ano antes da eleição, era pouco conhecida e apostar em seu nome era uma decisão temerária. Todavia, venceu a eleição. Fatos novos sempre podem virar o jogo, ou pelo menos agitar o barco. Hoje, o que se pode dizer é que a oposição ainda patina: Aécio Neves ainda não deslanchou e o efeito da filiação de Marina Silva ao PSB pouco se fez sentir. Será sempre assim? O jogo só está começando.

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