DIvulgação
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Em Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) reitera acusação que lhe causou multa de R$ 100 mil 

Em debate com candidatos ao governo de Pernambuco, governador repetiu que Armando Monteiro votou a favor da reforma trabalhista   

Kleber Nunes / ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2018 | 00h15

RECIFE - Com menos propostas e mais troca de acusações, os principais candidatos ao governo de Pernambuco se enfrentaram, nesta sexta-feira, 28, no debate realizado pela TV Clube, afiliada da Record TV, no Recife. O governador e postulante à reeleição, Paulo Câmara (PSB), e o senador Armando Monteiro (PTB) mantiveram a postura de ataque mútuo, estratégia seguida pelos demais concorrentes que tentam se firmar como terceira via na reta final para o primeiro turno das eleições 2018.

Mesmo condenado pela Justiça Eleitoral a pagar multa de R$ 100 mil e a conceder direito de resposta a Monteiro, Câmara repetiu a acusação de que o senador votou a favor da reforma trabalhista proposta no ano passado pelo governo Temer e aprovado no Congresso Nacional e que, segundo ele, “retira direitos” dos trabalhadores. O governador também acusou o adversário de não aprovar “nenhum projeto de lei de sua autoria em 20 anos de mandato”.

Monteiro respondeu às acusações com críticas à gestão do pessebista focando em áreas sensíveis como segurança pública e saúde. O senador relembrou as promessas feitas pelo concorrente em 2014 e que não foram cumpridas como a construção de quatro hospitais.

Assim como no último debate, na última terça-feira, Câmara e Monteiro saíram sem se cumprimentar.

Com 2% das intenções de votos, de acordo com o último levantamento do Ibope, Maurício Rands (PROS) rotulou as coligações de Monteiro e de Câmara como “conservadoras” e “modelos da velha política”. Em um momento do debate, também atacou o PSOL, partido da candidata Dani Portela. “Me mostre uma experiência bem sucedida do seu partido”, afirmou. 

Dani rebateu dizendo que Rands, assim como os outros adversários, “já foram momento em algum governo” e que só ela representava o sentimento do eleitor “de que é preciso acabar com as oligarquias políticas que sempre governaram Pernambuco”.

Excluído da Rede Sustentabilidade pela Executiva Nacional do partido depois de receber apoio de candidatos e militantes do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Julio Lossio estreou em debates na TV. Ele também fez Monteiro e Câmara alvos de crítica, dizendo que os adversários “se preocupam em brigar pela paternidade do ex-presidente Lula em vez de discutir Pernambuco”.

Ainda com o pedido de cancelamento de sua candidatura sendo analisado pela Justiça Eleitoral, Lossio prometeu, se eleito, diminuir em 80% os casos de roubo a banco e caixas eletrônicos já no primeiro ano de governo. “Se eu não consegui, eu renuncio, faço um autoimpeachment”, disse.

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