TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Em palestra, Mourão defende reduzir carga tributária para 22% do PIB

Um dia depois de Bolsonaro enquadrar Paulo Guedes por menção à volta da CPMF, candidato a vice evita o tema no interior de SP

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2018 | 12h45

O general reformado Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta quinta-feira, 20, em Catanduva, que é preciso reduzir a carga tributária brasileira para 22% do PIB com a redução de alguns impostos e substituição de outros. A carga tributária atual é de 32,36% do PIB.

Mourão evitou comentar a polêmica do CPMF durante a palestra que fez para cerca de 500 pessoas num clube da cidade, depois de Bolsonaro ter desautorizado uma declaração de seu assessor econômico, Paulo Guedes, sobre o tema.

Sempre cercado por seguranças, o candidato a vice evitou contato com a imprensa e participou de uma carreata até o centro da cidade em carro fechado. Na Praça da República, Mourão subiu por alguns minutos no carro de som, saudou a militância, mas, mais uma vez, evitou o contato com os jornalistas. Por volta de 12h, seguiu para São José do Rio Preto, a 45 quilômetros, de onde embarca para São Paulo.

Na palestra, defendeu a posição de Bolsonaro de manter privatização de refino e distribuição de petróleo pela Petrobras, mas, citando o "comandante Villas Bôas, do Exército", disse que a extração deve ser mantida sob o controle do Estado brasileiro. Mourão elogiou Bolsonaro, que chamou de líder e exemplo de transparência, repetindo o discurso do jantar com empresários da noite anterior, em hotel de Rio Preto. 

Na quarta-feira, Bolsonaro pediu a Guedes e Mourão que reduzam suas atividades eleitorais. A campanha quer estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados. Do quarto do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera do atentado a faca que sofreu, Bolsonaro acompanhou pelo noticiário Mourão defender uma Constituição elaborada por não eleitos e a ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico.


 

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