Em novo ataque, Alckmin diz que Kassab deve cargo ao PSDB

Tucano diz que candidato do DEM chegou à Prefeitura da capital porque seu partido ganhou a eleição em 2004

Carolina Freitas, da Agência Estado,

23 de setembro de 2008 | 18h58

A temperatura continua subindo na campanha tucana. O candidato da legenda à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin , voltou a mirar no candidato do DEM, Gilberto Kassab . O tucano disse nesta terça-feira, 23, que Kassab deve seu cargo de prefeito ao PSDB. "Kassab só chegou à Prefeitura porque o PSDB ganhou as eleições", afirmou, depois de uma caminhada pelo Largo Treze, em Santo Amaro, zona Sul. Pouco antes, em sabatina do jornal Folha de S. Paulo, Alckmin chamou o prefeito de "dissimulado" e o acusou de cooptar tucanos para sua campanha. Na última sexta, o tucano disse que o prefeito "deu um golpe" em 2004 para ser vice na chapa do governador José Serra. Serra rebateu Alckmin e disse que "não houve golpe".    Veja Também: Veja a cronologia da briga entre Alckmin e Kassab  Enquete: Quem ganha com a briga dos dois?  Especial: Perfil dos candidatos Alckmin ignora Serra e mantém ataques contra KassabPara Marta, briga de Alckmin e Kassab 'está ficando pesada'Kassab ironiza críticas e diz que 'Alckmin está nervoso'Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Ibope: Veja números das últimas pesquisas  Alckmin citou, mais uma vez, as antigas relações do atual prefeito. "O Kassab apoiou o Pitta (Celso Pitta, ex-prefeito), o Maluf (Paulo Maluf) e agora está aliado ao Quércia (ex-governador Orestes Quércia). Não são ofensas, são fatos. É importante mostrar as companhias do candidato." Para rebater a crítica de Kassab de que estaria "nervoso", Alckmin disse que não iria perder a "postura zen". "Estou absolutamente zen, tranqüilo, em paz com minha consciência." O clima foi de otimismo durante a caminhada de cerca de duas horas do tucano por uma movimentada região do Largo Treze, conhecido reduto petista. A recepção calorosa dos moradores da região surpreendeu até mesmo Alckmin, que entendeu as manifestações como "o início de uma grande virada". O clima entre os membros da equipe da campanha do candidato, ao final do trajeto, era de comemoração. Um cabo eleitoral fez um trocadilho com o nome do partido do adversário de Alckmin: "Ele é do bem, não é do DEM", gritava. O nome do prefeito foi alvo de brincadeira também de uma eleitora, que abraçou Alckmin e disse que ali não havia lugar para Marta Suplicy e nem para o "não sabe", em referência à Kassab.

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