Em novo 1º turno, Benedito Leite (MA) já registra seis prisões

Primeira votação foi suspensa após 400 eleitores incendiarem 16 urnas; irmão de candidato está entre os detidos

Wilson Lima, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2008 | 15h26

Cinco pessoas foram presas e uma adolescente de 17 anos foi apreendida sob a acusação de compra e venda de votos na cidade de Benedito Leite, distante 672 km da capital São Luís, onde somente neste domingo, 26 de outubro, está sendo realizado o primeiro turno das eleições municipais. As eleições em Benedito Leite foram suspensas porque aproximadamente 400 eleitores revoltados com a suspensão dos seus títulos eleitorais quebraram e incendiaram as 16 urnas da cidade, no primeiro turno, realizado em 5 de outubro.   Veja também:Geografia do voto: desempenho dos partidos no País  Cobertura completa das eleições 2008  Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos Acompanhe a apuração em tempo real Tire suas dúvidas sobre as eleições    Entre as pessoas presas, está o irmão de um candidato a prefeito, segundo o delegado da Polícia Federal, Cláudio Carvalho. Muito provavelmente, esse irmão de candidato seria Paulo Humberto Aguiar C. Coelho, irmão do candidato Júnior Coelho (PRB). De acordo com a Polícia Federal, o irmão desse candidato a prefeito, com a ajuda de uma adolescente, estavam comprando votos de quatro eleitores na madrugada de domingo. O irmão do candidato foi preso e a adolescente foi apreendida pela acusação de compra de votos; os quatro eleitores, por venda. Eles foram pegos em flagrante por homens da Policia Militar do Maranhão (PMMA) e depois encaminhados à Polícia Federal. Com eles, apreendidos R$ 780 em notas de R$ 5, R$10 e R$ 20 que, em tese, seriam entregues a eleitores na cidade.   O candidato Coelho Júnior classificou o episódio como uma "armação política do grupo de oposição". "Essa história foi apenas uma forma de tentar desestabilizar o nosso grupo", disse o candidato a prefeito. Além desse episódio, um outro incidente ocorreu na noite de sábado, quando o coordenador da campanha do candidato Marcus França (PRTB), foi detido por distribuir material gráfico afirmando que a também candidata a prefeita, Pené Barros (PMDB), tinha desistido da campanha em favor de Marcus França. Marcus França confirmou que de fato seu coordenador de campanha tinha confeccionado os panfletos. "Não vejo problema nenhum, afinal aquele panfleto não era propaganda eleitoral", justificou França.

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