Em nota, Trabalho afirma que 'filiados' bancaram deslocamentos

Assessoria do ministério se limita a dizer que viagens utilizaram outro modelo de avião e não nega ligação com Meira

KARLA MENDES / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2011 | 03h06

O PDT e o Ministério do Trabalho montaram ontem um cordão de isolamento em torno do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Em ação coordenada, o líder do partido na Câmara, Giovanni Queiroz (PA), e o ministério saíram em defesa de Lupi, esquivando-se, porém, de falar sobre a presença de Adair Meira, dono de uma rede de ONGs que teria providenciado o jatinho que transportara o ministro para o interior do Maranhão.

Queiroz disse ao Estado que conversara ontem com Lupi por telefone e que, nessa conversa, o ministro confirmou ter viajado em um avião pelo interior do Maranhão em 2009, mas que a fatura teria sido paga pelo então secretário de Políticas Públicas de Emprego, Ezequiel de Sousa Nascimento.

Questionado sobre a contradição do discurso de Lupi, que na última quinta-feira afirmou categoricamente em audiência na Câmara que desconhecia Adair, o líder respondeu apenas que Lupi "não entrou nesses detalhes". Tentando minimizar a crise envolvendo o partido, Queiroz enfatizou que todas as denúncias têm que ser investigadas.

"Nada vai deixar de ser apurado. Que se apurem todas as denúncias, infundadas ou não. Não pode ficar nada às escuras", ressaltou. Na semana passada, Queiroz disse que, se Lupi saísse, o PDT sairia do governo.

Na nota, o Ministério do Trabalho informou que os deslocamentos realizados por Lupi dentro do estado do Maranhão ocorreram "parte em veículos de filiados, e parte em aviões de pequeno porte, tipo Sêneca", não sendo, portanto, do modelo King Air, como afirma a revista Veja. Mas não nega a carona, independentemente da aeronave.

Os gastos desses deslocamentos, segundo o ministério, foram de responsabilidade do diretório regional do PDT do Maranhão, do governador Jackson Lago, e do deputado federal Weverton Rocha. "A medida foi tomada para evitar que dinheiro público fosse utilizado nesta agenda."

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