Beto Barata/Agência Estado
Beto Barata/Agência Estado

Em nota, PT rebate vice de Bolsonaro e critica proposta de 'massacrar trabalhadores'

Partido dos Trabalhadores afirma que benefício é uma 'conquista histórica' garantida pela Constituição; Haddad também se manifesta sobre fala do general Hamilton Mourão

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2018 | 18h24

O PT reagiu à declaração do general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições 2018, sobre o 13.º salário. Mourão afirmou nesta quinta-feira, 27, que o 13.º salário e o pagamento de adicional de férias são "jabuticabas" - ou seja, só ocorrem no Brasil. Em nota, a Executiva Nacional do PT afirmou que o benefício é uma "conquista histórica" garantida pela Constituição. "É inacreditável que alguém se candidate a governar o País propondo massacrar ainda mais os trabalhadores", diz o texto.

Nas redes sociais, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), foi além e atacou o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) por usar a declaração para criticar Bolsonaro. "Que moral tem o tucano pra criticar o fascista?! PSDB foi o pai da reforma trabalhista, votou em peso para retirar o direito dos trabalhadores! É muito oportunismo e cara de pau!", escreveu a dirigente.

Mais críticas 

Fernando Haddad, candidato à Presidência do PT, também comentou a fala de Mourão. O ex-prefeito de São Paulo relacionou a fala do vice na chapa de Bolsonaro a uma "linha de atuação" do governo Michel Temer apoiada, segundo o petista, por Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) na campanha eleitoral.

"O problema todo é que o governo Temer abriu a porteira de retirar direitos. Isso o Alckmin defende, vários candidatos defendem, e o Bolsonaro defende. É uma linha de que o trabalhador é que tem que pagar a conta e não o capital", disse Haddad após comício em Canoas (RS). "É uma linha de atuação."

Em coletiva de imprensa, Haddad prometeu municipalizar a Cide, tributo que incide sobre combustíveis, para financiar o transporte público nas cidades. No plano de governo do candidato, a promessa é justificada "para assegurar a redução das tarifas, expansão das gratuidades e do transporte público".

Perguntado sobre um eventual segundo turno, Haddad desconversou ao falar do movimento dos partidos do Centrão em direção a algum dos candidatos na segunda etapa. "Não tenho informação de nenhum contato do Centrão", afirmou. Ao discursar para militantes, falou como um candidato já garantido no segundo turno. "Se em 15 dias encostamos no primeiro, com mais 15 a gente passa e fica em primeiro."

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