Em nota, associação defende ação da PF em avião de candidato

Entidade de delegados afirma que "é natural que alguns partidos façam uso político" de operações regulares da Polícia Federal

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 17h53

Brasília - A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota nesta sexta-feira, 26, em apoio ao delegado Paulo de Tarso Cruz Viana Junior, responsável pela operação na comitiva do candidato do PMDB ao governo do Maranhão, Edison Lobão Filho, ocorrida na madrugada de quinra no aeroporto de Imperatriz, no interior do Estado. Para a associação, a repercussão do caso "é própria e comum ao período eleitoral e em nada compromete a atuação eficiente e isenta do delegado de Polícia Federal".

Lobão Filho e caciques do PMDB, como o presidente do partido e vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), protestaram publicamente contra o que classificaram como ação "truculenta" e "intimidatória" da PF.

"É natural que alguns partidos façam uso político de fatos que nada mais são do que o regular trabalho de Polícia Judiciária Eleitoral atribuído legalmente à Polícia Federal", afirma a nota. "A ADPF faz questão de deixar claro que no exercício de suas atribuições constitucionais a Polícia Federal, enquanto órgão de Estado, não persegue, não intimida, mas também não se deixa intimidar", completa.

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