Em nota, ABGLT diz que houve 'deslize' e defende Marta

Associação diz que campanha da petista errou, mas ressalta histórico dela em defesa dos homossexuais

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

16 de outubro de 2008 | 20h51

O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Toni Reis, saiu em defesa da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, após a veiculação de uma inserção na qual ela questionava a vida pessoal do adversário do DEM, o atual prefeito Gilberto Kassab. Para Reis, a direção da campanha da petista cometeu um "deslize". Mas ele ressaltou o histórico de Marta de defesa dos homossexuais.   Veja também: 'Deus me livre! Eu não sabia disso', diz Marta sobre folheto Juiz proíbe Marta de perguntar se Kassab é casado Lula reprova comportamento de Marta em ataques a Kassab Enquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País "O comercial, para mim, foi um deslize por parte da coordenação da campanha. Mas Marta Suplicy continuará na lista das personalidades mais aliadas da nossa comunidade", disse Reis em nota enviada à imprensa. "Ela tem um saldo muito grande com a gente." Entretanto, Reis fez questão de ressaltar que a nota não significa apoio da ABGLT a Marta, uma vez que Kassab também assinou uma carta de propósitos apresentada aos candidatos a prefeito nesta eleição municipal.Na nota, Toni Reis destacou o "histórico inegável de defesa intransigente dos direitos da comunidade LGBT há muito tempo" de Marta. E lembrou que Marta foi a primeira parlamentar brasileira a propor um projeto de lei, em 1995, a favor da união civil dos homossexuais. "Em 1995, quando não existia nenhuma parada LGBT no Brasil (hoje há 146), quando no Brasil tinha apenas 40 organizações (hoje tem pelo menos 302), ela sozinha foi quem entrou em defesa da nossa comunidade no Congresso Nacional", relembrou.

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