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Em Minas, Aécio liga Marina a mensalão

Candidato tucano faz agenda em seu território político e mantém discurso com ataques à adversária

Suzana Inhesta e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2014 | 14h53


Atualizada às 22h31

Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves usou nesta quinta-feira, 4, o caso do mensalão para desgastar Marina Silva (PSB) e ligar a candidata ao PT, partido pelo qual a ex-ministra de Luiz Inácio Lula da Silva construiu sua carreira política. Em um evento com prefeitos e dirigentes políticos em Belo Horizonte, o tucano fez um discurso contra a concorrente. 

“As nossas adversárias não estavam desse lado, estavam contra o Plano Real, contra a lei de responsabilidade fiscal e nos brindaram com um obsequioso silêncio no momento no qual as mais graves denúncias surgiram sobre malfeitos do governo federal”, declarou. 

Essa foi a segunda vez que o tucano ligou Marina ao mensalão. A primeira foi na entrevista coletiva convocada no começo da semana, em São Paulo, na qual Aécio desmentiu os rumores de que desistiria da disputa. Na ocasião, ele passou a adotar um novo tom, bem mais agressivo, e apresentou novos bordões para desconstruir a imagem de Marina. Insinuou que a candidata governaria com um time “de Segunda ou Terceira Divisão” e afirmou que o Brasil “não é um País para amadores”. 

Ao longo do dia, Aécio repetiu diversas vezes esses slogans. Em queda nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB tenta, dessa forma, retomar parte dos votos “antipetistas”, que migraram para a candidata do PSB depois da morte de Eduardo Campos, e ainda evitar a saída da campanha com o pior desempenho de um tucano desde 1989, quando Mário Covas ficou em quarto lugar. 

Crise. Aécio desembarcou nesta quinta em Minas Gerais para tentar estancar a crise na campanha de seu aliado no Estado, Pimenta da Veiga, que está em segundo lugar nas pesquisas estaduais, atrás do petista Fernando Pimentel, o que ameaça a hegemonia tucana de 12 anos à frente do governo. Além disso, a campanha tucana em Minas passa por dificuldades financeiras e vê aliados sendo assediados pela campanha adversária. 

Antes do ato político, o presidenciável participou de uma reunião em seu apartamento com Pimenta, o candidato ao Senado, Antonio Anastasia (PSDB), e os coordenadores de sua campanha, Danilo de Castro e Andrea Neves. Depois, chegou à Praça da Bandeira e, de lá, desceu em passeata para o Minas Tênis Clube II, cercado de militantes contratados pela campanha. Segundo a organização do evento, estavam presentes 422 prefeitos e cerca de 300 vereadores. Ao todo, Minas tem 853 prefeitos.

Depois de discursar, se dirigiu a um restaurante para se reunir com deputados da base e foi questionado por jornalistas locais sobre qual seria a estratégia para alavancar a candidatura de Pimenta da Veiga. “Pretendemos mobilizar forças e botar todo mundo para trabalhar”, declarou. “Pimenta tem que se identificar mais com o trabalho que fizemos em Minas ao longo desses 12 anos.” 

Uberlândia. No meio da tarde, o tucano embarcou para Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O presidenciável direcionou mais seus ataques à presidente Dilma Rousseff, que estaria “acabando com a economia” e “perdeu a capacidade de inspirar segurança”. Segundo ele, em seu governo o agronegócio terá apoio e o setor de etanol sairá da situação de crise em que se encontra. / SUZANA INHESTA, PEDRO VENCESLAU, ENVIADO ESPECIAL A BELO HORIZONTE, e RENE MOREIRA 

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