Em memória a Campos, Marina pede dia de trégua a adversários

Candidata do PSB lembrou de Eduardo Campos durante campanha no Ceará; morte do ex-governador do PE completa 30 dias

Wellington Macedo, Especial para O Estado

13 de setembro de 2014 | 15h48

Sobral - Sobral recebeu Marina Silva (PSB) na manhã deste sábado 13, a cidade é berço político de Ciro Gomes e um dos municípios mais importantes do Ceará. A candidata, acompanhada de seu vice e da cúpula do partido no Ceará, desembarcaram no aeroporto local às 10h da manhã, ela seguiu de carro num percurso de 3 quilômetros e de vidros baixos acompanhada por centenas de carros e motos até o SESI, onde deu coletiva e ministrou uma palavra sobre o seu plano de Governo, caso seja eleita.

Na coletiva, Marina começou lembrando que este sábado 13, é marcado pelos 30 dias da morte de Eduardo Campos. "Queremos estabelecer este dia como um dia de trégua na campanha, vamos falar de propostas e das coisas que juntos a gente sonhou para o Brasil. Infelizmente foi preciso Eduardo perder a sua vida para que todos os partidos reconhecessem seu valor". Comentou a candidata. Marina falou sobre a atual política de juros altos, sobre educação, falou sobre a queda de empregos na indústria pelo 34º mês consecutivo e disse buscar meios e incentivos certos para se criar um ambiente para favorecer o desenvolvimento e criação de empregos. "Se o Governo faz a sua parte reduzindo os problemas que hoje estão atrapalhando a economia, adquirindo credibilidade para que haja investimentos duradouros, criasse uma estrutura no país, um processo econômico estável.".

Destacou Marina. Sobre educação, Marina Silva falou que vai antecipar as metas de ensino de tempo integral em todo o País, que nos quatro anos do seu Governo vai implantar escolas de tempo integral em todo o Brasil. Prometeu manter os programas atuais, aperfeiçoá-los e criar outros.

Sobre o crescimento do consumo de drogas no país, Marina destacou o programa "pacto pela vida", desenvolvido em Pernambuco. Ela assumiu o compromisso de que o problema de segurança pública será nacionalizado. "Não se pode continuar colocando nos ombros do governadores, a responsabilidade de combater sozinho, algo que é tão grave." Marina destacou que cerca de 56 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil. Falou ainda do investimento em treinamentos, aquisição de novos equipamentos e a melhoria do salário dos policiais. Marina Silva falou ainda do programa para amenizar os efeitos da seca no sertão do Nordeste, sobre a geração de renda, sobre energia solar que devem ser implantadas nas novas casas do programa já existente.

Indagada sobre as acusações do Secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes que vem se manifestando contra sua candidatura. Marina disse: "Eu ofereço a outra face, a face do diálogo, do respeito, a face de quem acredita na democracia". Ciro recentemente disse que Marina representa o vazio político absoluto e o moralismo difuso e que sua candidatura era uma canoa furada.

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