Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Em meio a negociações, Alckmin lança movimento para unir centro

Ideia é unificar sociedade civil em uma 'frente' que represente um projeto unificado para o centro

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2018 | 21h00

BRASÍLIA - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira, 26, que vai lançar um o "movimento centro democrático". A ideia é unir movimentos da sociedade civil, como trabalhadores, empresários e empreendedores, em uma espécie de frente que represente um projeto único para o centro. 

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A proposta foi apresentada em meio às negociações entre PSDB e MDB para uma chapa que una Alckmin e o pré-candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles. Alckmin negou que esteja conversando com os emedebista para uma eventual composição de Meirelles como vice. Ele afirmou, no entanto, que está aberto ao diálogo.

"Não tive nenhum contato nem com o presidente Temer, nem com ninguém. E estamos abertos ao diálogo, mas não teve nada disso (negociação de chapa com MDB e Meirelles). Seria até uma indelicadeza com o MDB, que tem pré-candidato. Agora, diálogo, conversar, é sempre positivo", disse.

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"Vamos lançar o movimento centro democrático, que não é PSDB, é trazer a sociedade civil para um projeto em torno do Brasil", complementou. A proposta está sendo discutida pela cúpula da campanha tucana. Num primeiro momento, a estratégia será agregar líderes de setores estratégicos e de movimentos populares.

A reportagem do Estadão/Broadcast apurou, por exemplo, que, entre os trabalhadores, a ideia é buscar apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Na área do agronegócio, as conversas seriam com a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).

Com essas entidades, Alckmin quer construir um projeto único de governo, identificado com as propostas de centro. "Centro democrático é você trazer lideranças de vários setores, trabalhadores, empresários, área da cultura, fazer um movimento para unir o Brasil em torno de um projeto para desafios que o próximo presidente vai ter", explicou após se reunir com líderes do agronegócio na sede da CNA, em Brasília.

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Posterior a isso, garantem interlocutores tucanos, o movimento "centro democrático" teria como objetivo agregar num segundo momento outros partidos e candidaturas de centro para fortalecer as chances do movimento chegar ao segundo turno das eleições presidenciais.

"O que o Brasil não pode é essa coisa de nós contra eles, o radicalismo não vai fazer com que a gente avance, precisamos pregar a união nacional", defendeu Alckmin. Além de Alckmin, a CNA recebeu nesta quinta o pré-candidato do PRB à Presidência, Flávio Rocha. 

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