Em Mato Grosso, 64 pessoas foram pressas por crimes eleitorais

Mais de 5 mil policiais civis e militares estão envolvidos nas atividades de policiamento no período eleitoral

Nelson Francisco, especial para o Estado,

05 de outubro de 2008 | 15h40

Balanço parcial das polícias Federal e Militar de Mato Grosso informa que 64 pessoas foram detidas cometendo crimes eleitorais no Estado. Em um único posto de gasolina, localizado em Cuiabá, foram apreendidos 40 veículos que estavam abastecendo para em seguida os motoristas votarem em dois candidatos a prefeito de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, Murilo Domingos (PR) e Júlio Campos (DEM).   Veja também: Confira as imagens da votação pelo Brasil Cobertura completa das eleições 2008 Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  Ibope: Veja números das últimas pesquisas     A polícia recolheu a carteira de habilitação de todos os motoristas que abasteciam no momento da fiscalização.   Um candidato a vereador por Cuiabá, Ralf Leite, foi detido pela Polícia Federal sob acusação e compra de voto. Fiscais de partido e cabos eleitorais também foram presos e levados para o centro de detenção denominado "Cadeião".   Ao menos 20 pessoas já haviam sido presas até o meio-dia em Mato Grosso acusadas de compra e venda de votos. As prisões feitas policias Militar e Federal ocorreram Cuiabá, Confresa e Santo Antônio do Leverger.   Além da compra de voto e propaganda ilegal, algumas pessoas foram detidas acusadas de transportar eleitores ilegalmente em veículos oficiais do governo do Estado.   Até o começo da tarde, segundo a Justiça Eleitoral, em 30 locais de votação houve necessidade de troca de urnas eletrônicas.   O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) garantiu que a votação segue tranqüila e a totalização dos votos no Estado será concluída antes da meia-noite.   No período da manhã, o governador Blairo Maggi (PR) votou em Rondonópolis, Sul do Estado, onde fez campanha para o candidato Adilton Sachetti (PR), que tenta a reeleição.   Mais de 5 mil policiais civis e militares estão envolvidos nas atividades de policiamento no período eleitoral. Nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Garças, a Polícia Federal é a responsável pelo atendimento de crimes eleitorais.   Nas regiões onde não há delegacias da Polícia Federal, as delegacias da Polícia Civil estão atuando na atividade de polícia judiciária da Justiça Eleitoral.

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