Em manifesto, sigla diz não estar no 'banco dos réus'

Dirigentes petistas avaliam que resultado das eleições municipais deste ano foi 'o melhor da história' do partido

GUILHERME WALTENBERG, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2012 | 02h03

A executiva estadual do PT afirmou ontem que o resultado das eleições em São Paulo "abafou as vozes daqueles que tentaram fazer do julgamento do Supremo Tribunal Federal (mensalão) um instrumento de desgaste e de destruição da sigla". Em nota oficial com o balanço das eleições, a direção do PT paulista sustentou também que as eleições representaram a "pior derrota" da história do PSDB. Para os dirigentes, a eleição trouxe o "melhor resultado da história" do partido e mostra que "o PT não está no banco dos réus".

"A sociedade falou em alto e bom tom que o 'PT não está e nunca esteve no banco dos réus' e o Partido dos Trabalhadores é o maior instrumento de construção de uma sociedade justa e igualitária. A resposta a todos os ataques que sofremos foi dada pela população através da manifestação democrática: o voto", defende a executiva. "O balanço dos setores conservadores em São Paulo é o pior possível. Mais uma resposta dada pelo povo paulista tanto ao 'cansaço' do projeto tucano no Estado quanto à ofensiva conservadora e autoritária contra nosso projeto."

Interior. A nota compara o resultado da legenda ao obtido pelo seu maior rival, o PSDB, com destaque para a perda de cidades consideradas redutos tucanos no Vale do Paraíba, base do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). "Nossa vitória no Vale do Paraíba é um exemplo do crescimento do PT em uma região que sempre foi tida como base do PSDB, inclusive por ser a região originária do governador. Lá vamos governar nove prefeituras, destacando São José dos Campos, principal polo regional, e Jacareí, onde obtivemos o quarto mandato sucessivo."

O PT elegeu 68 prefeitos em São Paulo, 55 vices e 675 vereadores. Para a executiva petista, um desempenho "significativo", que representa 18,6 milhões de habitantes, ou 45,2% de todo o Estado.

O resultado, avaliam os membros da executiva, apresenta uma "nova correlação de forças políticas no Estado", especialmente no interior, para a construção de um campo político alternativo ao PSDB - que comanda o Estado há 18 anos.

"É preciso darmos mais ênfase às nossas propostas para um novo modelo educacional e de saúde no Estado. É preciso enfrentarmos o esgotamento do modelo de segurança pública. Temos todas as condições de apresentarmos ao interior um projeto de desenvolvimento regional que garanta a descentralização do desenvolvimento econômico." E conclui: "O PT tem todas as condições políticas de liderar uma formulação que dialogue com a juventude e mostre a viabilidade de um projeto de desenvolvimento para o Estado que seja sustentável".

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