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Em Manaus, pandemia fica fora do debate no segundo turno

David Almeida (Avante) e ex-governador Amazonino Mendes (Podemos) disputam eleição; atual prefeito e governador não sinalizam apoio a nenhum candidato

Alisson Castro, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2020 | 09h00

MANAUS – Eleitores de Manaus voltam às urnas neste domingo, 29, para decidir quem irá administrar a capital do Amazonas pelos próximos quatro anos. Disputam o segundo turno, o ex-governador do Amazonas, Amazonino Mendes (Podemos) e o ex-governador interino do Estado, em 2017, David Almeida (Avante).

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, 27, aponta David Almeida com 52% dos votos válidos, ante 48% para Amazonino Mende. A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos porcentuais e foi registrada no TRE-AM sob o número AM–1680/2020.

Nos últimos dias, a campanha de Amazonino tem usado as propagandas no rádio e TV para apontar suspeitas de irregularidades na gestão de David Almeida nos quatro meses em que ele esteve à frente do Executivo Estadual, em 2017. Por sua vez, David rechaça as acusações e afirma que Amazonino tem apoio de “caciques políticos” do Estado. Outros temas, como a pandemia de covid-19, ficaram em segundo plano – em abril o sistema de saúde local entrou em colapso.

Uma característica do segundo turno em Manaus tem sido a ausência de apoio, tanto do atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), quanto do governador Wilson Lima (PSC), aos candidatos que disputam a eleição neste domingo na capital.

O mais recente capítulo da campanha foi a divulgação de um áudio gravado após a realização de um debate em uma emissora local, na quarta-feira, 25, de um bate-boca entre David Almeida e o marqueteiro de Amazonino, Marcos Martinelli. Amazonino tem usado o áudio para colar em David a pecha de agressivo. Em resposta, David afirmou ter sido ofendido por Amazonino e reagiu às agressões verbais do opositor.

Entre os candidatos que disputaram o primeiro turno, o deputado federal José Ricardo (PT) – que ficou em terceiro lugar na disputa – não manifestou apoio a nenhum dos candidatos. Outro que também se manteve neutro no segundo turno foi o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro no primeiro turno em Manaus, Coronel Menezes (Patriota).

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