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Em live, Marta Suplicy e FHC falam em frente ampla e criticam Márcio França

Ex-prefeita defende que articulação pluripartidária comece já na eleição municipal deste ano

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2020 | 12h35

No momento em que o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), negocia com Marta Suplicy (SD) uma possível candidatura dela a vice em sua chapa, a ex-prefeita e ex-senadora fez nesta quarta-feira,26, uma live com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na qual ambos defenderam a criação de uma frente ampla contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

Na conversa, Marta defendeu que essa articulação pluripartidária comece já na eleição municipal deste ano e tenha como meta definir um nome para o Palácio do Planalto em 2022. "Devemos começar em São Paulo um movimento de frente ampla com forças políticas que são contra o desmonte autoritário e aponte para 2022. Temos que começar agora essa conversa. Não será na véspera de 2022 que vamos ter um programa de governo que nos una", disse a ex-prefeita.

O ex-presidente tucano concordou com a tese, mas ponderou: "É cedo para fulanizar na Presidência. Na Prefeitura você que sabe. Sou favorável a somar forças", disse. Marta então lamentou o "isolamento" do PT este ano na capital: "O PT se isolou, infelizmente".  Mas em seguida exaltou uma recente fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual ele afirmou que o PT pode não ter candidato à Presidência em 2022, desde que outro partido de oposição apresente um nome com melhor desempenho nas pesquisas de opinião.

Marta então ressaltou que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu a frente ampla na próxima disputa presidencial. O ex-presidente nesse momento elogiou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB): "Dino é muito bom".

Ao falarem sobre a eleição municipal de São Paulo, a prefeita citou uma reportagem do jornal O Globo sobre sinalização de Bolsonaro de que pode fazer campanha no segundo turno para Márcio França (PSB). "Acho um erro dele (França)", disse FHC.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também foi alvo de críticas da dupla. "Paulo Guedes está com os dias contados. Não entende de Brasil", disse Marta. "Nem de política. Ele tomou um banho na Câmara. Guedes é inadequado para o momento", completou FHC.

Márcio França também teve conversas com Marta para que ela fosse sua vice, mas a negociação não prosperou e ele cedeu a vaga ao PDT, que indicou Antonio Neto. Marta também foi cogitada como vice do PT e aceitou a vaga, mas só se o candidato fosse o ex-prefeito Fernando Haddad.

 

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