Em discurso, Fogaça afaga ex-aliados para tê-los no 2º turno

Prefeito de Porto Alegre elogia políticos do PSDB, PPS e PP em fala de agradecimento à militância de aliança

Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo,

05 de outubro de 2008 | 23h07

O prefeito José Fogaça (PMDB) afagou os ex-aliados do PSDB, PPS e PP durante seu discurso de agradecimento à militância de sua atual aliança, com o PDT e o PTB, na noite deste domingo. "Há propostas umbilicalmente ligados ao nosso governo que foram gestadas no PPS (partido ao qual estava filiado até 2007)", destacou. "Agora (finalizado o primeiro turno) eu posso e preciso dizer que a presença (no governo municipal) de pessoas como Mercedes Rodrigues (PSDB) na procuradoria do município e dos secretários (do Meio Ambiente) do Partido Progressista Beto Moesch e Kevin Krieger produziram políticas inovadoras, que estão vivas", derramou-se.  Veja também: Rosário passa Manuela e enfrenta Fogaça em Porto AlegrePerfil dos candidatos de Porto Alegre Cassel diz que Lula apoiará Rosário em eventual 2º turno Galeria de fotos das eleições no Brasil  Cobertura completa das eleições 2008  Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  "Aos três partidos o nosso muito obrigado porque, mesmo tendo construído outros projetos eleitorais isso não lhes retira a paternidade do que fizeram conosco", proclamou. O PSDB, que concorreu sozinho, com Nelson Marchezan Júnior, o PPS, que apoiou Manuela D'Ávila, e o PP, que compôs chapa com Onyx Lorenzoni, do DEM, são potenciais aliados de Fogaça no segundo turno da eleição. "Vamos buscar mais forças que estarão conosco no segundo turno", anunciou o prefeito. "Tenho certeza de que essa construção política virá do mesmo modo, respeitando e permitindo que diferentes legitimidades possam conviver produtivamente". Maria do Rosário A três quadras do comitê de Fogaça, na mesma avenida João Pessoa, os militantes da Frente Popular também festejam a classificação para o segundo turno, de Maria do Rosário (PT). Ao se pronunciar, antes de uma entrevista coletiva, a candidata fez questão de cumprimentar um a um seus concorrentes, inclusive Fogaça, com quem prometeu estabelecer um debate respeitoso sobre os motivos de Porto Alegre ter investido pouco em saúde, educação e segurança nos últimos anos. Maria do Rosário mostrou-se convicta de que poderá vencer Fogaça porque, segundo ela, a população votou majoritariamente em candidatos de oposição ao prefeito. O raciocínio considera a soma dos outros sete concorrentes, que supera os 43,8% que Fogaça tinha sozinha quando 99,8% dos votos estavam contados. Maria do Rosário estava com 22,7% dos votos. Também mirando potenciais aliados para o segundo turno, a candidata petista fez um apelo pela superação de divergências do primeiro turno, propondo que "questões menores do debate político fiquem superadas". Admitiu que só não vai buscar apoio do PPS porque o partido pediu o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também previu que o presidente dará total apoio à sua candidatura.

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