Em debate, Dilma e Lula são 'escudo' de João Paulo

Após ter condenação pedida por relator do processo do mensalão, candidato do PT em Osasco cita apoio e diz que atual campanha não usa caixa 2

BRUNO BOGHOSSIAN, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2012 | 03h14

Réu no processo do mensalão e candidato a prefeito de Osasco (SP), o deputado João Paulo Cunha (PT) usou a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff para se defender de perguntas sobre o caso, em debate eleitoral transmitido ontem pela TV.

Na quinta-feira, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo no Supremo Tribunal Federal , votou pela condenação de João Paulo por desvios em contrato publicitário da Câmara. Um jornalista e Alexandre Castilho (PSOL) perguntaram sobre o caso.

"Tenho orgulho de ter o apoio da Dilma e do (ex-)presidente Lula. Quanto ao julgamento, vamos aguardar com serenidade e tranquilidade; serenidade das pessoas que sabem o que fizeram e o que deixaram de fazer. A Justiça fará justiça", disse, na segunda vez em que o mensalão foi citado no debate da Band. "É a opinião do ministro relator. Não costumo julgar as pessoas de forma parcial. É preciso aguardar o julgamento completo da ação."

João Paulo disse que sua atual campanha é feita "dentro da legalidade" e que as doações "são declaradas à Justiça Eleitoral". Nos últimos anos, ao explicar por que sua mulher sacou dinheiro do valerioduto, o petista disse que os recursos pagariam despesas de campanha não declaradas - o que configuraria caixa 2.

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