Em debate 'amigo', Paes e Gabeira querem combate ao tráfico

Candidatos pregaram a parceria da prefeitura com os governos estadual e federal para enfrentar os criminosos

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2008 | 15h02

A ocupação de comunidades pobres por traficantes ou integrantes de milícias foi um dos temas do debate entre os candidatos à prefeitura do Rio realizado na manhã desta terça-feira, 21, sede do jornal O Dia.  Eduardo Paes, do PMDB, e Fernando Gabeira, do PV, pregaram a parceria da prefeitura com os governos estadual e federal para enfrentar os criminosos que dominam as favelas cariocas. Paes propõe ações conjuntas do poder público para levar principalmente educação, saúde e oportunidade para os jovens pobres. "A ausência do poder público faz com que o poder paralelo se apresente e se aproveite da miséria para se expandir nessas áreas. O traficante ou miliciano se aproveita dessa carência", afirmou o candidato do PMDB.  Veja Também:Especial: Perfil dos candidatos do RioGeografia do voto: confira desempenho dos partidos nas eleições‘Eu prometo’ traz as promessas dos candidatos na campanha Gabeira propôs a união em torno de um "projeto de libertação da cidade", que gradativamente acabe com ações impostas pelo crime, como toque de recolher e obrigatoriedade de consumo de produtos em determinados pontos das comunidades. "O que diferencia o Rio de outras cidades onde há tráfico é a ocupação armada, que ameaça nossa soberania. O prefeito tem direito de colocar o pé em qualquer metro quadrado público da cidade e eu quero fazer isso", disse o candidato do PV.  Paes e Gabeira lamentaram e se disseram impressionados com a morte do vereador Alberto Sales, do PSC, assassinado na manhã de hoje na Barra da Tijuca. Durante o primeiro turno, o vereador disse ter recebido ameaças de traficantes quando tentava fazer campanha na favela Mundial, no subúrbio de Honório Gurgel. O debate transcorreu em clima cordial, ao contrário dos dois confrontos realizados nas TVs Bandeirantes e Record. Paes reiterou a opinião contrária ao projeto de Gabeira de legalizar a profissão de prostituta. "É minha opinião, mas não há preconceito contra qualquer segmento", afirmou o peemedebista. Gabeira disse que o projeto pretende levar as prostitutas para o trabalho formal, inclusive com desconto para a Previdência. "Estou com elas até o fim", afirmou o deputado verde.

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