Facebook / Toni Reis
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Em Curitiba, 12 candidatos assinam termos de compromisso com a comunidade LGBTI+

Documento pede aos postulantes ao cargo de prefeito para assumirem compromissos e esforços para combater o preconceito e a violência contra essa população

Julio Cesar Lima / Especial para o Estadão, Curitiba

14 de novembro de 2020 | 14h02

CURITIVA -- O apoio à causa LGBTI+ cresceu em Curitiba (PR) em relação à eleição passada. Neste ano, 12 dos 15 candidatos assinaram nos últimos dias, um Termo de Compromisso pela Cidadania e Direitos LGBTI+. O documento pede aos postulantes ao cargo para “assumirem compromissos e esforços para combater questões que envolvam preconceito e violência, além da garantia de direitos previstos em leis e na Constituição Federal para a cidadania LGBTI+”, além de destinação de parte do orçamento para a aplicação de políticas públicas voltadas ao segmento.

Segundo o diretor do Grupo Dignidade e presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis, o diálogo é necessário para não se perder direitos. "E a política é feita de debates e encontro de ideias", comenta.

Em recente pesquisa, o grupo identificou mais de 300 candidaturas pró-LGBTI+ no País, sendo 20 em Curitiba -- 14 apoiadores e seis declaradamente LGBTI+. Na eleição passada, foram três. No País, serão 28 candidaturas às prefeituras, sendo 21 aliadas à causa e sete LGBTI+.

Entre os que assinaram o termo de compromisso em Curitiba está o atual prefeito Rafael Greca (DEM), candidato à reeleição. “Uma cidade será mais justa e igualitária quando ela for mais inclusiva”, diz ele em vídeo.

O candidato do PT, Paulo Opuszka, não assinou o termo proposto pela Aliança Nacional, mas o partido informou, por meio de nota, que ele assinou o termo de compromisso com o Conselho Nacional Popular LGBTI+, que engloba dezenas de outras entidades de atuação nacional, como OAB, CUT, UNE, MST, CNTE, além do termo de responsabilidade com o Setorial LGBT do PT Municipal de Curitiba.

Para Reis, há a necessidade de Curitiba fortalecer a proteção a esse grupo. “Chegam para nós, denúncias de violências dentro de casa, muitas por questões religiosas, e nas escolas, envolvendo violência física e bullying”, diz.

O termo assinado pelos 11, faz parte do Programa Voto com Orgulho e tenta garantir o cumprimento de direitos já adquiridos, além de promover a atenção a essa população, defender a educação pública de qualidade e zelar pela defesa do Estado laico.

Além de Greca, também assinaram o termo Camila Lanes (PCdoB), Carol Arns (Podemos), Christiane Yared (PL), Eloy Casagrande (Rede), Goura Nataraj (PDT), João Arruda (MDB), João Guilherme (Novo), Letícia Lanz (PSOL), Professor Mocellin (PV) e Samara Garratini (PSTU). Não assinaram Fernando Francischini (PSL), Marisa Lobo (Avante) e Zé Boni (PTC).

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