Em clima tenso, governadores criticam política de desonerações

Um clima tenso marcou a reunião da presidente Dilma Rousseff com governadores e prefeitos. Todos mostraram apreensão com os protestos.

Vera Rosa / Brasília, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2013 | 02h04

"Muita gente vai se aposentar na política depois desse movimento", previu o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato do PSB à sucessão de Dilma, no ano que vem. A frase foi interpretada como um recado à presidente.

Campos reclamou da conta paga por Estados e municípios. "Somos sempre os mais onerados", disse ele. "O Estado faliu, o Executivo está pagando o pato e o Legislativo é a Geni", comparou o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). Os governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Raimundo Colombo (PSD-SC) e Omar Aziz (PSD-AM) também falaram ao microfone.

O momento de maior tensão ocorreu quando entrou em pauta o tema das desonerações. A maioria dos governadores não concorda em perder a arrecadação do ICMS. Alguns saíram do encontro com a convicção de que Dilma poderá cortar mais impostos federais para permitir a redução no preço das passagens de transporte coletivo.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu um debate público sobre o preço do transporte, ou novos protestos podem ocorrer. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo precisa explicar à população que a redução da tarifa e as desonerações têm custo fiscal e podem até comprometer o controle da inflação.

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