Em clima de otimismo, Crivella e Pezão votam no Rio de Janeiro

Candidato ao governo do Rio compareceram às zonas eleitorais na manhã deste domingo; Pezão criticou ataque de adversários e Crivella disse acreditar em erro em pesquisas

THAISE CONSTANCIO e IDIANA TOMAZELLI , O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 14h31

No Rio de Janeiro, os dois candidatos que disputam o segundo turno já votaram na manhã deste domingo, 26. O senador e candidato a governador pelo PRB, Marcelo Crivella, chegou às 9 horas ao Clube Marimbas, em Copacabana, na zona sul do Rio, onde votou acompanhado da esposa, Sylvia, dos dois filhos e da nora. 

O governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB) votou na Escola Municipal de Lajes, no bairro de Ribeirão das Lajes, em Piraí, no Sul Fluminense, pouco depois das 11 horas, depois de acompanhar a mulher, Maria Lúcia, na sessão eleitoral.

Pezão reafirmou o voto na presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). "Respeito o candidato Aécio Neves (PSDB), mas meu voto é na Dilma desde o primeiro turno". 

Pezão criticou os ataques que sofreu do senador e candidato do PRB, Marcelo Crivella, durante o segundo turno. "No primeiro turno fui atacado por três candidatos (Crivella, Anthony Garotinho, do PR, e Lindbergh Farias, do PT). (No segundo turno) Apenas me defendi", afirmou.

Ele saiu de casa por volta de 10 horas e seguiu a pé de casa até a rodoviária da cidade, ambos na região central da cidade. No percurso de pouco mais de 3 km, cumprimentou e foi cumprimentado por eleitores que lhe desejaram sorte. Pezão parou para tomar café da manhã em uma padaria: um pastel de carne e uma lata de refrigerante.

Antes de chegar à sessão eleitoral buscou os pais Darcy e Ercy, e uma sobrinha que o acompanharam na sessão eleitoral. 

Imprensa barrada. A imprensa não pôde acompanhar o voto de Crivella e foi barrada na entrada do local. Sem apresentar nenhum documento, duas representantes da zona eleitoral disseram se tratar de decisão do juiz Sandro Pitan Espíndola, da 252a zona eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ainda não informou a justificativa que consta no despacho do juiz e que embasou a decisão. No primeiro turno, a entrada havia sido permitida.

Crivella negou que tivesse solicitado a proibição e lamentou o episódio. Confiante, o candidato afirmou que foi uma campanha difícil, mas o maior tempo na TV durante o segundo turno fez com que crescesse nas intenções de votos. "Vai dar um resultado surpreendente. Nas pesquisas dos partidos, o resultado é diferente. Eu acho que as pesquisas vão errar de novo. Estou confiante na vitória, vamos vencer essa eleição", disse.

Sobre a decisão do TRE-RJ de lacrar ontem uma igreja na zona norte do Rio por conter material de campanha do candidato, Crivella afirmou que não sabia. "Decisão de justiça não se discute, se cumpre. Eu peço que igrejas não façam política. O Pezão fez isso, foi em todas as igrejas, colocou pastores para fazer propaganda dele, coisa que nunca fiz. Aconteceu, são coisa alheias ao candidato", afirmou.

Após a votação, Crivella deixou a zona eleitoral acompanhado da família e deve percorrer outras zonas no Rio e na região metropolitana para "agradecer" os eleitores ao longo do dia. O candidato ainda defendeu a construção de uma "nova política", para então atacar os problemas da saúde e da segurança pública. "Como quem vai ter moral para comandar uma tropa se esta sempre envolvido em escândalos", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.