Em Campinas, PSB enfrenta oposição petista

A relação do PSB com o PT em Campinas, maior colégio eleitoral do interior de São Paulo, serve de prévia para sentir como deverá ser tensa a relação entre os dois partidos, aliados no governo federal, até 2014.

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2012 | 02h03

Enquanto o prefeito eleito do PSB, Jonas Donizette, tenta atrair petistas para sua base e demonstrar boa relação com a presidente Dilma Rousseff, o diretório municipal do PT baixou uma resolução na quinta-feira na qual proíbe filiados de ocupar cargos de confiança no novo governo. No documento aprovado pelo partido, o filiado que descumprir a ordem será submetido à comissão de ética, podendo ser expulso da legenda.

Em Campinas, o PSB se coligou com o PSDB e derrotou no segundo turno da eleição o candidato petista Márcio Pochmann. Pochmann foi indicado e apoiado pessoalmente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No palanque do prefeito eleito subiram o presidente do PSB, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB) - nomes cotados para disputar a sucessão presidencial, em 2014. "O PT em Campinas reafirma que nosso papel será de oposição. Não há possibilidades na cidade de uma aproximação com o governo do PSB local, que representa o PSDB", afirmou o presidente do diretório municipal, Ari Fernandes.

O prefeito eleito, por sua vez, procura usar a aliança entre seu partido e o PT, no governo federal, para atrair os petistas. Ele se reuniu com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, em Brasília, para lembrar seu papel de aliado no Congresso, onde é deputado federal, e pedir o apoio. "Não estou desprezando o PT de Campinas, mas tenho uma relação política com o governo federal e fui buscar institucionalmente o apoio do governo Dilma", afirmou Donizette.

O diretório municipal do PT afirma que não vai aceitar qualquer orientação nacional sobre essa questão.

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