DOUGLAS MAGNO / AFP
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Ciro diz que vai reestruturar dívida dos Estados

Em Belo Horizonte, presidenciável do PDT afirmou que Minas, Rio e Rio Grande do Sul terão prioridade

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2018 | 14h46

BELO HORIZONTE - O candidato do PDT à Presidência da República nas eleições 2018, Ciro Gomes, disse nesta quarta-feira, 29, em Belo Horizonte, que, se eleito, vai reestruturar a dívida dos Estados, priorizando Minas Gerais,  Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. "É preciso achar uma equação para o calote da Lei Kandir, que esses Estados sofreram bastante", disse.

No último dia 18, Estado revelou que as principais propostas dos candidatos mais competitivos aos governos do Rio, Minas e Rio Grande do Sul - três dos Estados mais atingidos por crises financeiras - necessitam de boa vontade da União, entre elas a negociação sobre a Lei Kandir.  

O candidato fez campanha durante dois dias em Minas Gerais. Na terça-feira, 28, esteve em Lavras, Sul de Minas, para lançamento de campanha de aliados à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira, 29, fez campanha no Mercado Central, em Belo Horizonte, com direito a claque.

Ciro defendeu ainda a manutenção de subsídios para o crédito rural. "É preciso que eles saibam que os candidatos conservadores, especialmente Jair Bolsonaro (PSL), tem uma proposta, por influência de Paulo Guedes, de acabar com subsídio. No Brasil, o crédito está estrangulado porque está concentrado na mão de cinco  bancos apenas. Se acabarmos com o subsídio ao crédito rural, nós destruímos o agronegócio".

O presidenciável do PDT tenta atrair o apoio do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), que classificou como "um dos melhores prefeitos" do País. Ciro, no entanto, afirmou ainda ser cedo para saber se o acordo vai acontecer.

"Estou conversando com muita gente. Não é hora ainda de anunciar. Cheguei aqui ontem. Kalil é um dos melhores prefeitos do Brasil. Me agrada muito seu jeito franco de ser.Tenho muita afinidade com ele, mas se vou ter o privilégio de seu apoio ainda não dá para anunciar", disse.

Ciro afirmou que o povo brasileiro é inteligente e vai perceber que "alguma coisa está profundamente errada". Sem citar o nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o candidato do PDT criticou as alianças do tucano "Acha que o povo não vai perceber que aí tem"?

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