Em Belém, Aécio promete 'choque de infraestrutura' se eleito

Tucano afirma que fará planejamento para terminar todas as obras que Dilma Rousseff e o PT iniciaram durante o mandato

Fábio Brandt - Enviado Especial a Belém (PA), O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 21h53

O candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, durante evento de campanha em Belém, no Pará, que fará um "planejamento sustentável de médio e longo" para terminar obras iniciadas nos governos do PT, como a usina de Belo Monte, caso seja eleito. "Essas obras em andamento precisarão ser concluídas", afirmou o tucano em entrevista coletiva na Escola Salesiana do Traballho, situada no centro da capital paraense.

"Precisamos de choque de infraestrutura", disse o candidato. Apesar de ter se comprometido com a construção da hidrelétrica, ele disse que o país precisa mudar sua matriz energética e fez um crítica à atuação do atual governo, de sua adversária Dilma Rousseff (PT). "Esse governo desprezou o setor de etanol. Apenas o Estado de São Paulo produziria em energia o equivalente a uma Belo Monte anualmente", afirmou Aécio. Segundo ele, cabe ao governo federal criar as condições para os produtores trabalharem.

Aécio pediu votos para seu candidato a governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), que tenta a reeleição. Quando falou do aliado, Aécio aproveitou para relatar uma conversa que diz ter tido com Marina Silva na noite desse domingo. Segundo ele, Marina disse que, quando era filiada ao PT e trabalhava como ministra do Meio Ambiente de Lula, tinha no tucano Simão Jatene um aliado.

"Ela disse que esteve com você e dizia pessoalmente que você foi um dos governadores, senão o governador que mais a apoiou quando ela precisava de apoio para sua política de sustentabilidade", disse Aécio dirigindo-se a Jatene. 

TSE. Aécio foi questionado sobre a punição que sofreu do TSE, que determinou a perda de 2,5 minutos de sua propaganda na TV. Ele respondeu dizendo que a coligação de sua adversária foi mais punida que a do PSDB. "Tirou mais dela do que nosso", afirmou.

Apesar da punição ter sido aplicada devido ao conteúdo, Aécio prometeu continuar respondendo ao que a campanha de sua adversária falar sobre ele. "A cada mentira e a cada infâmia que lançarem sobre nós, nós falaremos 10 verdades sobre eles", prometeu no discurso que fez no comício.

Após a coletiva, enquanto se dirigia ao palco do comício, Aécio foi abordado por um homem não identificado, que havia participado da entrevista, e lhe perguntou o que ele faria se o ex-presidente Lula o chamasse de "ignorante" pessoalmente. O tucano apenas disse que a coletiva estava encerrada e continuou andando.

Famosos. Na entrevista coletiva e no comício realizado em seguida, Aécio esteve acompanhado pelo ex-jogador de futebol Ronaldo e pela cantora Fafá de Belém, além de políticos do PSDB e siglas aliadas. Ronaldo disse que é amigo de longa data do candidato tucano, que ele considera um "homem honrado". Fafá de Belém, por sua vez, lembrou da época das Diretas Já, quando se tornou famosa sua interpretação do hino nacional, e aproveitou para recordar da participação de Aécio Neves e seu avô, Tancredo, na redemocratização do Brasil.

O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, estava no evento com Aécio. O senador Flexão Ribeiro (PSDB-PA), que tem mais quatro anos de mandato, e o senador Mário Coito (PSDB-PA), que perdeu a reeleição neste ano, também estiveram presentes. 

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