Em ato no ABC, Lula diz que derrotou 'urucubaca'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que já derrotou a inveja e a "urucubaca" em seu governo e pediu aos petistas que não dêem ouvidos ao "jogo rasteiro" dos adversários na última semana da campanha eleitoral. Ao participar de comício de Luiz Marinho, candidato do PT à Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Lula disse que, embora a oposição torça contra o governo, as pesquisas indicam sua aprovação.Desde a crise do mensalão, em 2005, o presidente - que é supersticioso - já empregou várias vezes o termo "urucubaca" para se referir ao desejo de mau agouro. "Agora nós estamos com 80% de aprovação", comemorou, numa referência à pesquisa CNI-Ibope, divulgada em 29 de setembro, que mediu seu desempenho pessoal. "É a derrota da mentira, do preconceito, da inveja, daqueles que ficam torcendo o tempo inteiro para as coisas não darem certo, para eles poderem ter razão."Foi nessa hora que Lula mencionou a "urucubaca", comparando as adversidades da política ao cotidiano da população. "Todo mundo aqui tem uma experiência de inveja na vida, não tem?", perguntou à platéia, formada por cerca de 2 mil militantes. Diante da resposta positiva, ele deu exemplos de quem compra geladeira, roupa e sapatos novos e desperta olho gordo. "Se a gente tiver uma vizinha invejosa, tem que chamar alguém para benzer a casa, porque senão a urucubaca acontece na casa da gente", insistiu.Lula elogiou a coligação de 11 partidos que sustenta a candidatura de Marinho. Depois de citar o amplo leque de alianças que apóia Marinho, o presidente deu uma estocada no PT. "Que sirva de lição para o PT no Brasil inteiro o que você fez aqui em São Bernardo", disse ele, numa alusão à resistência de petistas em formar parcerias heterodoxas. "Lição de que a gente precisa juntar as forças da sociedade, sobretudo as dignas, para poder construir um processo maior do que apenas um partido político. E você faz isso com galhardia e competência". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.