Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Em agenda no interior de SP, Bolsonaro chama atuais ministros de medíocres

Para o presidenciável do PSL, atuais ocupantes dos cargos não foram colocados nos Ministérios por perfil profissional ou reconhecimento do trabalho, mas para atender a interesses partidários

José Maria Tomazela e Augusto Decker, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2018 | 19h10

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 24, que os atuais ministros são pessoas medíocres nomeadas por interesses partidários, durante visita ao Hospital de Base, em São José do Rio Preto.

Ele dava entrevista após ter percorrido as instalações na companhia do diretor do hospital, Jorge Fares, e o repórter perguntou se algum dia a população vai ter uma saúde digna no País. "Vai ter de ter um presidente honesto e que tenha liberdade para indicar seus ministros. Você pode ver: qual o nome do atual ministro da Saúde? Responda! Ninguém sabe, porque geralmente é uma pessoa que está lá para atender interesses partidários", disse.

"Qual o nome do ministro da Saúde?" - perguntou o repórter ao candidato. "Não sei, não sei. Você sabe quem é o ministro da Saúde?", devolveu Bolsonaro, sem citar nomes. "É uma pessoa que foi indicada para tampar o buraco deixado pelo (ex-ministro) Ricardo Barros, que ao sair raspou o que tinha de recursos e voltou para o Estado do Paraná, o Estado dele. É certo fazer isso? (Não saber o nome) Não é demérito não, porque ninguém sabe. Você também não sabe o nome do ministro da Saúde. Qual o nome do ministro de Ciência e Tecnologia? Ninguém sabe."

Ele disse os atuais ocupantes dos cargos não são pessoas que foram colocadas no Ministério pelo perfil profissional ou por reconhecimento ao seu trabalho. "São pessoas que foram colocadas para atender partidos. Se perguntar a deputados, muitos não sabem (os nomes). Não conheço 80% dos nomes de ministros. Porque são pessoas, lamentavelmente, medíocres, indicações políticas para atender seus grupos partidários", afirmou.

Em meio à equipe médica do hospital, Bolsonaro disse que, se eleito, o programa Mais Médicos vai exigir o revalida - exame para validar diploma obtido no exterior - com mais rigor de médicos de fora do Brasil. "Em qualquer lugar do mundo esse exame é exigido, como era aqui, até o PT chegar e acabar com a exigência de qualificação." Ele disse que os cubanos que provarem a qualificação e permanecerem no País terão direito a salário integral e poderão trazer a família. "Não podemos aceitar mão de obra escrava como acontece com os cubanos."

Para o presidenciável, não há nenhuma garantia de que os profissionais cubanos são qualificados, por falta de exigência do governo brasileiro. "Sei que vão ficar menos de 1%, não é porque vamos expulsá-los, mas porque não se encaixam nos requisitos legais para ficarem. Pararemos de alimentar a ditadura cubana com R$ 1 bilhão e 300 milhões por ano."

Em Rio Preto, o candidato do PSL fez carreata e corpo a corpo no Calçadão do centro. Em Jaci, cidade da região, ele também visitou o Lar das Crianças São Francisco de Assis, administrado por freis franciscanos, que atende pessoas com deficiências neurológicas.

 

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