Em 3º lugar nas pesquisas, Aécio destaca Ibope e diz que 'jogo está apertado'

Com reprodução de um canto de torcida gritando 'o campeão voltou', propaganda tucana menciona no horário eleitoral o levantamento que mostra alta de quatro pontos nas intenções de voto; senador segue atrás de Dilma e Marina

Lilian Venturini e José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2014 | 08h53

Atualizado às 17h45

São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, explorou no horário eleitoral do rádio da manhã desta quinta-feira, 18, o resultado da última pesquisa Ibope, que apontou queda e oscilação negativa das adversárias Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) e a alta do tucano. Até o fim de agosto, Aécio ocupava o segundo lugar isolado nas sondagens, mas caiu para terceiro depois da entrada de Marina na disputa.


"[O resultado] mostra que o jogo está apertado", disse o locutor do programa eleitoral do rádio do PSDB. Os narradores destacaram o fato de Aécio ter sido "o único que subiu" e a redução da vantagem de Dilma sobre ele em um eventual segundo turno. O programa ainda utilizou um canto, tradicionalmente usado por torcidas de futebol em estádios, dizendo que "o campeão voltou". O canto foi reproduzido como som de fundo também no programa da TV, que dedicou os dez segundos finais para mostrar as intenções de voto no tucano.

Na pesquisa divulgada nessa terça, 16, Aécio subiu quatro pontos porcentuais, de 15% para 19%, enquanto Dilma caiu de 39% para 36%. Marina oscilou de 31% para 30% e sua vantagem em relação ao terceiro colocado diminuiu de 16 para 11 pontos.

Até 8 de agosto, as pesquisas de intenção de voto indicavam Aécio na segunda posição isolada, com índices de 21% ou 23%, ante 38% de Dilma. A terceira colocação ficava com o então candidato do PSB, Eduardo Campos, com média de 9 pontos. A partir de 26 de agosto, após Marina assumir a candidatura, o tucano passou a cair e chegou a 15% das intenções de voto em 3 de setembro. Já o PSB saltou de 9%, ainda com Campos, para 29% no primeiro levantamento com Marina. A ex-ministra alcançou 33% em 3 de setembro e passou para 30% na sondagem mais recente.

Ainda no rádio, Aécio falou das dificuldades de se implantar projetos no governo federal. Sem citar o nome de Marina Silva, candidata frequentemente atacada sob o argumento de não ter força política e experiência administrativa, Aécio disse que o mundo político é duro, "até cruel". "O mundo da política é duro. Às vezes é cruel. Se você não tiver pulso firme, força política e experiência e um time de primeira, ele devora suas intenções da noite para o dia", afirmou. Em ataques indiretos a Dilma, o tucano disse que "no governo, ou você comanda ou é comandado". "Sonhar, todo mundo sonha. Agora quero ver mudar as coisas de verdade", complementou Aécio.

A campanha de Marina repetiu o programa exibido na televisão, na terça, com trechos de um discurso feito em Fortaleza em que a candidata lembrou ter passado fome na infância. Em razão de sua história, argumentou, ela não poderia acabar com o programa Bolsa Família.

Já a propaganda de Dilma ignorou seus adversários e falou sobre projetos para micro e pequenos empreendedores, mesmo tema abordado durante o horário eleitoral da televisão da terça-feira. A candidata do PT exaltou o Simples Nacional e disse que, na prática, ele é o início da "reforma tributária que todo o nosso País reivindica". A petista chamou a burocracia de "praga" e prometeu que o processo de abrir ou fechar uma pequena empresa vai demorar "apenas 5 dias". Hoje, segundo a própria Dilma, são necessários, em média, 107 dias.

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