RONALDO SILVA/FUTURA PRESS
RONALDO SILVA/FUTURA PRESS

Em 1º ato nas eleições 2018, Boulos assume bandeiras de movimentos

Candidato do PSOL à Presidência promete a desmilitarização da PM e a desapropriação de imóveis ociosos no País

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2018 | 21h04

Com promessas de desmilitarização da Polícia Militar e desapropriação de imóveis ociosos no centro das grandes cidades, o candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, fez no fim de semana o primeiro ato oficial de sua campanha nas eleições 2018

Chamado “Dia B”, o ato reuniu, neste sábado, 18, milhares de pessoas no Largo da Batata, na região oeste da capital paulista, além das principais lideranças do PSOL no Estado, como os deputados federais Ivan Valente e Luiza Erundina

Segundo os organizadores, 20 mil pessoas foram ao evento. A PM não fez estimativa oficial. 

Figura mais aguardada do comício, Boulos chegou ao ato quando todos os outros oradores já tinham falado. Ele desceu de um Corsa preto em uma rua lateral e foi andando no meio das pessoas até o palanque ao som de uma música apoteótica. 

No palanque, Boulos, de 36 anos, candidato a presidente mais jovem da história, seguiu o roteiro usado pela maioria dos postulantes de agradecer aos partidos que formam sua coligação (PSOL e PCB), à vice (Sonia Guajajara), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), seu berço político, deputados e a chapa ao governo estadual.

Em um longo discurso, Boulos repetiu duras críticas ao establishment político, prometeu criar 6 milhões de empregos em dois anos de mandato e enumerou algumas propostas de seu programa de governo. 

“Nosso projeto é desmilitarizar as polícias e enfrentar a guerras às drogas. É um projeto de outro tipo, baseado na prevenção e na inteligência”, disse.

O líder sem-teto também prometeu desapropriar imóveis vazios ou abandonados nas grades cidades e transformá-los em moradias populares. “Quem é especulador ou banqueiro, quem lucra com a miséria, não vote em mim”, alertou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.