Robson Fonseca / Divulgação; Leandro Laranjeira / Divulgação; Kelly Fersan / Divugação; Divulgação
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Eleitores voltam às urnas em Diadema e Mauá, únicas do ABC com 2º turno

Átila (PSB) e Marcelo Oliveira (PT) concorrem à prefeitura de Mauá; Diadema tem Filippi (PT) e Taka Yamauchi (PSD) na disputa

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2020 | 00h21

Eleitores de duas cidades do ABC paulista também voltaram às urnas neste domingo, 29, para o segundo turno das eleições 2020: Mauá, onde Átila (PSB) e Marcelo Oliveira (PT) disputam a prefeitura; e Diadema, onde os adversários são Filippi (PT) e Taka Yamauchi (PSD).

Em Mauá, a disputa é entre o atual prefeito e o único vereador do PT na câmara municipal. Durante a campanha, Átila foi o principal alvo dos adversários por ter tido problemas com a Justiça durante seu mandato. No primeiro turno, o pessebista venceu com 36,48% dos votos. Oliveira teve 19,84%.

Atila chegou a ser afastado do cargo, cassado pela Câmara municipal e detido no âmbito da Operação Prato Feito, da Polícia Federal, que apurou desvio de verbas públicas em contratos firmados com o município para fornecimento de merenda escolar. Voltou ao cargo no fim do ano passado por meio de liminar. Em junho deste ano, foi alvo de uma operação para investigar supostas fraudes em contrato de R$ 3,3 milhões para administração do hospital de campanha

"A cidade percebeu todas as injustiças e perseguições que sofremos. A justiça de Deus sempre esteve comigo e a dos homens foi chegando aos poucos", diz o prefeito. "O povo percebeu a nossa dedicação e empenho incondicional pela cidade. Estamos confiantes".

Marcelo Oliveira diz que pretende "tirar Mauá das páginas policiais" e critica o adversário. "Falamos de um candidato que levou desrespeito e vergonha à população e ficou marcado como o pior prefeito da história de Mauá. Esperamos que a população pesquise, reflita e avalie o melhor projeto para a cidade."

Em Diadema, por pouco a disputa não foi definida já no primeiro turno. Na única cidade do Grande ABC em que o PT aparece com mais chances de vencer, Filippi ficou com 45,65%, mais de 60 mil votos à frente do candidato do PSD, Taka Yamauchi. Ambos fizeram críticas à gestão atual de Lauro Michels (PV), que deixa a prefeitura após oito anos.

Ex-prefeito da cidade por três mandatos, o petista apostou em seu histórico para tentar ganhar mais uma chance à frente da Prefeitura. "Conseguimos trabalhar tanto o legado do PT na cidade como as nossas propostas para o futuro. Quero mostrar que faz diferença sim apostar em uma gestão que se importa com o povo", diz o candidato.

O partido de Filippe foi justamente um dos principais pontos explorado pela candidatura de Yamauchi. "Temos dados que demonstram uma forte rejeição do povo com o PT, diz o candidato do PSD. "E baseados nesses números, sustentados pelo nosso Plano de Governo, balizamos uma eleição de repúdio contra a velha política."

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