Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Eleitores descontentes vão a 'Pokestop' do Parque do Ibirapuera antes de votar

Durante a campanha muitos candidatos a vereador passaram pelo Pokestop atrás de eleitores

Gilberto Amendola, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2016 | 12h53

Neste domingo,  existe um lugar em São Paulo quase tão movimentado quanto as zonas eleitorais, um lugar em que os eleitores estão mais preocupados em pegar um bom Pokemon do que em capturar um prefeito decente para a cidade. Esse lugar é o Pokestop do Parque do Ibirapuera, em frente ao Planetário.

Para os não iniciados, Pokestop é o lugar físico em que se concentram o maior números de pokemons e pokebolas - e são nesses pontos que as pessoas se reúnem para "caçar com os seus celulares em punho".

Com o domingo ensolarado, não deu outra: Pokestop cheio de adultos e eleitores descontentes. "Vou justificar, ninguém me representa. Não tive paciência pra ouvir propostas e mentiras de nenhum candidato", falou a nutricionista Mariana Alves, 23 anos. 

Já Rogério Amaro, 32 anos, bancário, pretende votar. "Minha ideia é me livrar rapidinho e voltar para o Parque. Estou mais interessado no Pikachu do que nesses políticos aí", brincou. 

O ambulante Rogério Moreira, 24 anos, que vende produtos relacionados aos pokemons no Parque do Ibirapuera, contou que durante a campanha muitos candidatos a vereador passaram pelo Pokestop atrás de eleitores. "Era até engraçado. O pessoal fica tão ligado no celular que acaba não dando bola pra ninguém".

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