Eleitores desaprovam estratégias agressivas

74% dos entrevistados se declaram avessos à troca de acusações entre os candidatos; Dilma é vista como a que mais ataca

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 22h29

Três em cada quatro eleitores brasileiros desaprovam o tipo de campanha em que os candidatos trocam acusações entre si. A desaprovação é maior entre os eleitores da oposição do que entre os governistas: 81% dos que votam em Marina Silva (PSB) são contra a campanha negativa, contra 66% entre os eleitores de Dilma Rousseff (PT). No eleitorado de Aécio Neves (PSDB), a desaprovação à conduta é de 77%.

Apesar da reprovação do eleitorado, há sinais de que a campanha negativa funciona. Desde que passou a ser alvo dos adversários, Marina inverteu sua tendência nas pesquisas. A subida vertiginosa virou uma sequência ininterrupta de oscilações negativas que caracterizam uma queda lenta.

A maior parte do eleitorado, 28%, identifica que a campanha de Dilma é que está fazendo mais ataques aos adversários. Mesmo entre quem vota na petista sua campanha é vista como uma das mais agressivas (24%, contra 23% de seus eleitores, que apontam a de Aécio como a que mais ataca). Mas é no eleitorado de oposição que a campanha petista é apontada como a que mais critica os rivais: 37% entre eleitores de Aécio e 34% nos de Marina.

Em segundo lugar no ranking dos mais agressivos aparece a campanha tucana, com 20% de citações. A de Marina foi apontada como a mais negativa por apenas 14% dos eleitores.

Em sua defesa, os partidários de Dilma podem argumentar que a campanha da presidente é vista também como a mais propositiva pela maior parte dos eleitores: 32% dizem que ela está fazendo a campanha com mais propostas que beneficiam a população, contra 21% que apontam a de Marina e 18% que citam a de Aécio.

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