Eleição fortalece PSDB e PMDB para sucessão de Lula em 2010

PT vence em seis capitais, mas perde terreno em São Paulo e não recupera eleitorado em Porto Alegre

Da Redação,

27 de outubro de 2008 | 09h07

Os governadores tucanos José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, e os peemedebistas Sérgio Cabral, governador do Rio, e o baiano Geddel Vieira Lima, ministro da Integração, foram os principais líderes políticos beneficiados com a votação municipal em segundo turno no país no último domingo. Serra ajudou a eleger Gilberto Kassab na capital paulista com a maior votação já alcançada por um prefeito na cidade, 3,8 milhões de votos, 1,3 milhão à frente de Marta Suplicy (PT), ex-ministra do Turismo e ex-prefeita, que chegou a 2,5 milhões.  Serra apostou forte na aliança com o DEM e agora olha para a sucessão presidencial de 2010, para a qual já aparece como favorito nas primeiras pesquisa de intenção de voto, com forte apoio eleitoral da classe média paulistana, tendo avançado para redutos de voto antes dominados pelo PT, notadamente nas zonas do centro expandido e na Zona Leste.Aécio Neves, por sua vez, recuperou-se do susto do primeiro turno, quando o candidato do PMDB, Leonardo Quintão, subiu muito e ameaçou a aliança entre tucanos e petistas do prefeito Fernando Pimentel, que apoiava  Marcio Lacerda, do PSB. Lacerda venceu com folga no 2º turno e, com isso, mantém a aberta a porta para Aécio, que também sonha com o Planalto em 2010.No Rio, numa apertada disputa, Sérgio Cabral comemorou no início da noite a vitória de Eduardo Paes, (PMDB), que derrotou Fernando Gabeira (PV) por 0,8 %, uma diferença de pouco mais de 55 mil votos. Cabral, forte aliado do presidente Lula (PT), também sai fortalecido na corrida para a sucessão presidencial que deve se acirrar a partir de 2009.Na Bahia, o ministro Geddel Lima, também do PMDB, foi o grande vencedor. Apoiou João Henrique contra Walter Pinheiro (PT), candidato do governador Jaques Wagner (PT), e venceu. No primeiro turno, havia tirado o herdeiro político de Antonio Carlos Magalhães, ACM Neto (DEM), da disputa, reduzindo o poder do carlismo em Salvador. Quem ficou para trás após a abertura das urnas foi o partido do presidente da República, PT. Embora seja o segundo partido a conseguir o maior número de prefeituras no país, depois do PMDB, que obteve 1.203 municípios (29 milhões de votos) -- o PT tem agora 554 prefeitos, com quase 20 milhões de votos, tendo vencido em seis capitais estaduais (Rio Branco, Porto Velho, Vitória, Recife, Fortaleza e Palmas), os petistas perderam em São Paulo e não aparecem na cabeça de chapa do Rio. Além da derrota de Marta, candidatura na qual Lula jogou pesado suas fichas, o PT perdeu também a eleição em segundo turno em Porto Alegre, cidade que já governou por 16 anos. Maria do Rosário, fortemente apoiada por uma caravana de ministros de Lula nos dois turnos, foi derrotada por José Fogaça, do PMDB, reeleito com folga de quase 10% dos votos.

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