'Ele não tem ativos no país', afirma advogado

O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que defende o engenheiro João Roberto Zaniboni, afirmou ontem que o ex-diretor da CPTM "não tem nenhum ativo na Suíça". Ele esclareceu que em 2007, Zaniboni encerrou a conta Milmar, no Credit Suísse de Zurique, e transferiu todos os valores para uma conta no Safra National Bank de Nova York, em nome de uma filha dele.

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2013 | 02h04

Segundo Pacheco, o dinheiro já foi repatriado. "Em 2013, todos os ativos foram transferidos para o Brasil. A filha do sr. Zaniboni comunicou o deslocamento da quantia e o ingresso em uma instituição financeira e providenciou a retificação do imposto de renda."

O advogado disse que Zaniboni recebeu valores por consultorias que fez para Arthur Gomes Teixeira, antes mesmo de assumir o cargo de diretor de operações e manutenção da CPTM. Pacheco observou que não foi comunicado da condenação de Zaniboni na Suíça por lavagem de dinheiro. "Essa informação é nova para mim", disse Pacheco.

O advogado Eduardo Carnelós, que representa o consultor Arthur Teixeira, reagiu à informação de que seu cliente é alvo de investigação na Suíça. "A primeira mentira que se há de repelir, enérgica e enfaticamente, é aquela que atribui ao sr. Arthur a condição de lobista. Ele é um conceituado e experiente consultor, com atuação destacada nos setores de energia e transporte metroferroviário, encarregado de formular estratégias competitivas de participação nos projetos, assessorar seus clientes na preparação de propostas, negociar contratos e gerenciar parte das atividades desses contratos. Ele não praticou lavagem de dinheiro. Causa estranheza querer ouvir o sr. Arthur."

O procurador da República Rodrigo de Grandis está concluindo o relatório com esclarecimentos que enviará à Corregedoria Nacional do Ministério Público Federal, que o investiga por suposto atraso no cumprimento das medidas solicitadas pela Suíça há quase 3 anos. Grandis tem recebido manifestações de solidariedade de seus colegas. F.M.

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