Efetivo da Polícia Federal aumentou no atual governo

Com a nomeação de 541 novos policiais federais, efetivo total da PF totaliza 11.817 funcionários. Informação corrige reportagem que dizia que PF havia perdido efetivo

O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 03h00

O Departamento de Polícia Federal ganhou um reforço de 541 servidores de carreira, sendo 127 delegados, 88 peritos e 326 escrivães, no fim do mês passado. Os servidores foram nomeados ainda em agosto, segundo o Ministério do Planejamento. Os postos foram preenchidos por servidores aprovados em concursos realizados nos anos de 2012 e 2013, de acordo com as portarias de nomeação publicadas pelo Diário Oficial da União

Com a nomeação dos 541 novos policiais federais, o efetivo total da PF totaliza 11.817 funcionários, segundo nota encaminhada pelo ministério ao Estado. A informação da pasta corrige reportagem publicada na edição de quinta-feira (“Usada como trunfo do governo, PF perde efetivo”), que usou como base os Boletins Estatísticos de Pessoal. Esses documentos, publicados pelo ministério, não contabilizavam as posses mais recentes. 

A última edição disponível do boletim, relativa a junho, mostrava queda no número de servidores de carreira da instituição durante o governo Dilma Rousseff, iniciado em janeiro de 2011. Os dados atualizados mostram ligeiro aumento no efetivo, e não queda. 

Segundo os dados fornecidos pelo Planejamento, o número de delegados da PF hoje é de 1.817. O número de peritos teve incremento e atualmente soma 1.178 profissionais, e o de escrivães é de 2.105. No cômputo global, o número de servidores cresceu 1,2%, segundo a nota enviada pelo ministério.

O contingente de papiloscopistas também cresceu na gestão Dilma, de 450 para 514 servidores. Sem contar postos de atendimento ao público, a PF conta hoje com 131 unidades, entre superintendências regionais e delegacias. 

Empossados. O grupo de 541 novos profissionais chegou a ser registrado na reportagem, mas como um contingente que ainda não havia tomado posse dos cargos. A nota do Planejamento informa que esses servidores “já se encontram nomeados e em processo de ambientação na Polícia Federal”. Dessa forma, é preciso contabilizá-los para se chegar ao efetivo da PF.

Em nota ao Estado, o Planejamento afirma que “a reportagem ‘Usada como trunfo do governo, PF perde efetivo’ desconsidera a política continuada de valorização da PF, como instituição de Estado, que ocorre desde 2003”, primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

“A saber, o efetivo das carreiras da PF saltou de 7.431 para 11.817 no período. Um aumento de 59%”, diz o texto. “Na tentativa de negar essa política de valorização, a manchete, o gráfico e o texto da matéria principal desconsideram os dados mais recentes (de agosto/2014) sobre as vagas efetivas existentes no quadro da PF. Consideradas essas 541 vagas omitidas, houve aumento (+1,2%) em vez de queda (-3,44%) nas carreiras da instituição.”

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