Efeito 'Tiririca' ainda seduz siglas

PSDB fecha com 'Dr. Bactéria', do Fantástico

PEDRO VENCESLAU, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2013 | 02h06

Há menos de um mês da data limite do Tribunal Superior Eleitoral para que os partidos filiem seus candidatos para a eleição de 2014, os operadores políticos das legendas procuram nomes no mercado de celebridades e do esporte para montar suas chapas parlamentares.

Sonhando repetir o fenômeno do palhaço Tiririca, que em 2010 recebeu 1,3 milhão de votos pelo PR, o PTB tentou convencer, entre outros, o apresentador Ratinho, os goleiros Rogério Ceni e Marcos e a filha de Silvio de Santos, Silvia Abravanel, a disputarem uma vaga na Câmara.

De todas as apostas, a única que vingou até agora foi o ex-presidente do Santos Marcelo Teixeira. "Nós tentamos achar alguém na linha do Tiririca, mas depois das manifestações de junho tenho dúvidas de que essa estratégia dê certo novamente", pondera Campos Machado, presidente do PTB-SP. Já o PRB teve mais sucesso e contará com a cantora Sula Miranda, o humorista Batoré (do programa A Praça é Nossa, do SBT) e a apresentadora Nani Venâncio. A grande aposta do partido, porém, será Celso Russomanno.

Até o PSDB, que historicamente resiste a essa estratégia, está em busca de famosos.

Na semana passada, os tucanos filiaram o biomédico Roberto Martins Figueiredo, que ficou conhecido como o Dr. Bactéria do programa Fantástico, da Rede Globo.

Procura-se puxador. Enquanto sonham com a candidatura do ex-governador José Serra a deputado federal, os tucanos preparam uma chapa com todos os secretários estaduais do partido, exceto Edson Aparecido, da Casa Civil. Julio Semeghini, do Planejamento, Bruno Covas, do Meio Ambiente, Silvio Torres, da Habitação, e José Aníbal, de Energia, devem deixar seus cargos para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Os tucanos também testarão alguns de seus deputados estaduais na disputa.

Como os petistas não terão alguns de seus principais puxadores de votos na eleição proporcional do ano que vem, o partido busca nomes populares em outras searas.

"Como não contaremos com José Genoino, José Dirceu e José Eduardo Cardozo, estamos tentando trazer alguém de fora do partido para buscar os votos de opinião", diz Antonio dos Santos, coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do diretório do partido em São Paulo.

Para preencher o vazio de João Paulo Cunha na região de Osasco, a sigla lançará o vice-prefeito da cidade, Valmir Prascidelli.

Os petistas esperam, ainda, que Rui Falcão, presidente nacional da sigla, decida disputar uma vaga na Câmara. O dirigente estadual, Edinho Silva, aceitou a "missão". / COLABOROU RICARDO CHAPOLA

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