Leco Viana / Thenews2
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Veja os vereadores eleitos e como fica a composição da Câmara de SP

Mesmo derrotado com Tatto, o PT foi o partido mais votado para a Câmara Municipal, conquistando 8 vagas; logo em seguida vem o PSDB, que alcançou o mesmo número de cadeiras

Bianca Gomes e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2020 | 02h12
Atualizado 16 de novembro de 2020 | 14h36

Eduardo Suplicy (PT) repetiu o feito da última disputa e foi o candidato com mais votos na cidade, garantindo seu terceiro mandato no Palácio Anchieta. O ex-senador consolidou nesta campanha a 11.ª disputa eleitoral de sua vida, tendo recebido 167.552 votos com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Mesmo derrotado com Jilmar Tatto na eleição para prefeito, o PT fez, junto com o PSDB, a maior bancada na Câmara dos Vereadores - com 8 representantes cada. Nas redes sociais, Suplicy teve o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-prefeito Fernando Haddad e de Tatto. O resultado de Suplicy foi inferior ao registrado em 2016, quando ele teve 301.446 votos.

O segundo lugar entre os mais votados também tem um político experiente. Trata-se do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM), que garantiu no domingo, 15, novamente o segundo lugar entre os mais votados, mesma posição que ocupou em 2016.

Durante seu último mandato, foi um dos principais aliados do prefeito Bruno Covas (PSDB). O candidato, que assume agora o sexto mandato no legislativo municipal, teve um dos maiores gastos na campanha: somou pouco mais de R$ 2,4 milhões de despesa.

O terceiro e o quarto lugar foram ocupados por dois candidatos novatos da área da segurança pública. Delegado Palumbo (MDB) recebeu 118.395 votos em sua primeira disputa. O delegado de polícia é formado em direito e, antes de entrar na disputa eleitoral, era supervisor no Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra).

Vereadores eleitos na capital em 2020

Também estreante nas eleições, o policial civil Felipe Becari garantiu uma vaga na Câmara tendo como pauta principal, em vez da segurança urbana, a defesa pelos animais. O candidato do PSD é fundador do Projeto Eu Luto Pelos Animais, que ajuda animais em situação de maus tratos e abandono.

Outro nome conhecido entre os escolhidos pelos paulistanos foi Fernando Holiday (Patriota), coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), que foi reeleito com 67.715 votos. Na campanha, Holiday contou com o apoio do candidato à Prefeitura de São Paulo, Arthur do Val, o Mamãe Falei (Patriota), com que fez transmissões ao vivo e agendas de campanha.

Mulher mais bem votada para a Câmara Municipal de São Paulo, Erika Hilton (PSOL) se torna, agora eleita, a primeira vereadora trans e negra de São Paulo. Ativista pelos direitos humanos, ela foi codeputada no mandato coletivo da Bancada Ativista do PSOL e traz como principais bandeiras de sua campanha a igualdade racial e de gênero.

Nas redes sociais, Erika teve o apoio de artistas como Liniker, Dira Paes, Letícia Sabatella e Lulu Santos. Os eleitores de São Paulo lhe deram 50.508 votos.

A candidatura coletiva à vereança em São Paulo mais bem colocada na disputa foi a da Bancada Feminista do PSOL, representada pela historiadora Silvia Ferraro. Ela recebeu 46.267 votos e ficou como a sétima mais votada na cidade.

Entre os dez primeiros há ainda o experiente Roberto Tripoli (PV), que já foi presidente da Câmara dos Vereadores. Logo em seguida, um homem trans, Thammy Miranda. O filho da cantora Gretchen foi eleito pelo PL com 43.321 votos. André Santos foi outro vereador que conseguiu se reeleger. O líder dos Republicanos na Casa obteve 41.584 votos e foi o décimo mais votado.

É só então que aparecem os dois primeiros candidatos do PSDB, o partido do prefeito Bruno Covas, eleitos para a Casa. Trata-se de dois vereadores reeleitos: Rute Costa e Eduardo Tuma, que receberam 41.546 e 40.270 votos respectivamente.

 

 

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