Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Eduardo Jorge, do Partido Verde, negocia para ser vice de Marina Silva

O ex-deputado espera uma definição do PV, que estaria esbarrando em alianças estaduais para concluir negociação para eleições de 2018

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2018 | 23h21
Atualizado 01 Agosto 2018 | 08h42

A pré-candidata da Rede à Presidência da República nas eleições 2018, Marina Silva, confirmou que o ex-deputado Eduardo Jorge, do Partido Verde, está negociando para ser o vice em sua chapa. Jorge foi candidato ao Planalto pelo PV em 2014. A declaração de Marina foi dada no programa Central das Eleições, da GloboNews, na noite desta terça-feira, 31.

Segundo o jornal O Globo, Jorge afirmou nesta terça-feira que aceitaria o convite, mas espera uma definição do PV, que estaria esbarrando em alianças estaduais. "Em alguns casos, a aliança vai ser possível, mas não em todos os Estados da federação", disse Marina. A resposta do PV é aguardada até sábado, 4, dia da convenção da Rede.

A pré-candidata comparou o gesto de Jorge ao seu, em 2014, quando abriu mão da candidatura presidencial para apoiar Eduardo Campos, do PSB – que morreu em acidente aéreo durante a campanha.

Marina promete correções na reforma trabalhista

Na mesma entrevista, a pré-candidata da Rede disse que não vai revogar a reforma trabalhista, mas vai corrigir "pontos draconianos" da legislação. Entre eles, Marina citou a exposição de grávidas e lactantes a ambientes insalubres em caso de ausência de laudo médico e o ponto que diz que os custos de uma ação trabalhista serão pagos por quem perder o processo, o que, segundo ela, tem desestimulado os trabalhadores a entrarem na Justiça contra as empresas.

Segundo ela, a reforma aprovada no governo do presidente Michel Temer foi feita às pressas e sem discussão e, no fim, criou insegurança jurídica. Marina disse que manteria o fim do imposto sindical, mas que é preciso definir como os sindicatos vão existir e com que forma de contribuição.

Sobre a reforma da Previdência, a ex-ministra do Meio Ambiente evitou expor suas opiniões. Ela foi instada a falar sobre a idade mínima, mas disse apenas que propõe o debate sobre o assunto. "A minha opinião é de que devemos fazer o debate. Em relação à idade dos homens e mulheres, quero debater com os especialistas." Ela completou que os privilégios da aposentadoria dos militares têm de ser encarados.

Insatisfação com aliança no Rio

 Sobre a aliança entre Rede e Podemos no Rio, beneficiando o pré-candidato ao Governo do Estado Romário (Podemos), Marina sugeriu ter ficado pouco satisfeita. "No Rio de Janeiro, eu queria manter a candidatura do Miro (Teixeira, deputado federal), mas ele resolveu que iria fazer aliança com o Romário. Meu palanque vai ser do Miro. Não estou em aliança com o Romário, o palanque dele é do Álvaro Dias (pré-candidato à Presidência do Podemos)", disse, negando ter um comportamento incoerente em relação as alianças.

Segundo ela, o posicionamento da Rede é de autonomia dos Estados. "Diziam que a Rede seria o partido da Marina. Não sou dona da Rede. Dou a minha opinião, se sou ouvida, ótimo, mas entendo o partido como um movimento."

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